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J&F articula entrada no setor de petróleo na Venezuela meses após a queda de Maduro
Publicado 13/07/2026 • 10:43 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 13/07/2026 • 10:43 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
Após a queda do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro, empresas brasileiras se preparam para entrar no mercado de petróleo do nosso vizinho, dono das maiores reservas da commodity do mundo.
Uma delas é a Fluxus, que pertence à holding J&F desde novembro de 2023. Logo após a aquisição, a companhia realizou o seu investimento mais robusto com a compra da Pluspetrol Bolívia por mais de meio bilhão de reais.
A Fluxus explora três campos na bacia de Tarija-Chaco, com capacidade de produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia e potencial para mais de 1 milhão.
A companhia também possui duas estações de tratamento e transporte da produção de gás para o mercado interno da Bolívia, do Brasil e da Argentina.
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O mercado de petróleo da Venezuela deverá necessariamente estar alinhado às regras e aos marcos regulatórios estabelecidos pelos Estados Unidos. Nesse contexto, a relação próxima da J&F com o governo norte-americano pode ser um fator relevante para a construção de parcerias e para a viabilização de novos negócios. Wesley e Joesley Batista se reuniram com a presidente Delcy Rodrigues e com autoridades norte-americanas dias após a prisão de Maduro.
“A infraestrutura do setor foi prejudicada, os investimentos foram reduzidos e a Venezuela passou a operar muito abaixo do seu potencial de extração. Existe, portanto, uma grande capacidade ociosa que poderia ser recuperada com novos investimentos e uma gestão mais eficiente dos ativos”, afirmou Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.
A empresa brasileira teria que obter uma licença específica para atuar nos campos petrolíferos venezuelanos. Atualmente poucas empresas possuem autorização para esse tipo de exploração. São elas: Chevron, BP, Eni, Maruel & Prom, Repsol e Shell.
Procurada pela reportagem do Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, a J&F não respondeu aos questionamentos. O espaço segue aberto.
Apesar da mudança de governo, o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, afirma que o cenário de indefinição política ainda afasta muitas empresas de realizar grandes investimentos na estrutura petrolífera do país. A dúvida se dá pelo fato de o mercado entender o governo de Rodrigues como interino e pela falta de perspectiva de uma nova eleição no país sul-americano.
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Siga o Times | CNBC“As empresas ainda demonstram muita salvaguarda em relação a ampliar a injeção de capital no país, exatamente por conta da imprevisibilidade política que existe ali dentro. A gente hoje tem, teoricamente, um governo de transição que resultaria na possível entrada de novas vertentes políticas no país, mas, ao mesmo tempo, há uma incerteza grande em relação a como serão conduzidas as novas eleições”, afirmou.
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A recente mudança no tabuleiro político venezuelano, com a queda de Nicolás Maduro no início deste ano, disparou uma corrida silenciosa nos bastidores do setor energético global. Detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, a Venezuela voltou a figurar no topo das prioridades estratégicas de Washington e das grandes corporações petrolíferas. No entanto, o otimismo inicial esbarra em uma realidade de profunda desconfiança regulatória e incertezas sobre o processo de transição democrática no país.
Cordeiro reforça que, desde a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, a Casa Branca vem intensificando pressões diplomáticas e econômicas para que gigantes do setor explorem novas frentes de investimento em território venezuelano.
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O objetivo é acelerar a produção local e reconfigurar as cadeias globais de suprimento. Até antes da prisão de Maduro, a Chevron operava sob uma licença exclusiva e restrita concedida pelo governo dos Estados Unidos, sendo responsável isoladamente por cerca de 25% de toda a oferta de óleo da Venezuela.
A urgência internacional pelo retorno da Venezuela ao mercado internacional não ocorre por acaso. O país é especialista na produção de petróleo pesado, uma variedade altamente cobiçada por refinarias globais e cujas fontes tradicionais encontram-se severamente comprometidas por crises globais.
Historicamente, a Rússia e o Irã figuravam como os principais fornecedores alternativos de óleos de média a alta densidade. Contudo, os conflitos prolongados no Leste Europeu e a escalada de tensões no Oriente Médio mergulharam ambos os países em um cenário de isolamento comercial e extrema imprevisibilidade geopolítica. Diante do risco latente de desabastecimento global desse tipo específico de commodity, os olhos do mercado se voltaram novamente para a infraestrutura venezuelana.
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