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Prévia da inflação, IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio
Publicado 27/05/2026 • 09:27 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 27/05/2026 • 09:27 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
O IPCA-15, prévia oficial da inflação, subiu 0,62% no mês, abaixo dos 0,89% de abril, mas o acumulado em 12 meses foi a 4,64%, acima dos 4,37% registrados no período anterior. No ano, o indicador acumula 3,02%. Em maio de 2024, a taxa mensal havia sido de 0,36%.
A principal fonte de pressão continua sendo a comida. O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,38% e foi o que mais pesou no resultado geral. Os preços dos alimentos consumidos em casa praticamente não desaceleraram, de 1,77% em abril para 1,73% em maio, com disparadas expressivas em itens básicos: batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%). Na contramão, maçã caiu 2,32% e café moído recuou 2,09%.
Leia também: IPCA-15 surpreende o mercado e sobe 0,44% no mês de março, segundo o IBGE
Comer fora também ficou mais caro, mas em ritmo menor. A alimentação fora do domicílio passou de 0,70% em abril para 0,51% em maio.
O grupo Habitação avançou 1,03%, impulsionado pela conta de energia elétrica residencial, que subiu 2,16%. O resultado reflete a adoção da bandeira tarifária amarela em maio, que acrescenta cobrança extra na fatura, além de reajustes aplicados em Fortaleza, Salvador e Recife. Também houve aumento na taxa de água e esgoto em Goiânia e no gás encanado no Rio de Janeiro.
Em Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,05%, com produtos farmacêuticos subindo 1,25% – reflexo do reajuste de até 3,81% autorizado para medicamentos a partir de abril. Produtos de higiene pessoal avançaram 1,60% e planos de saúde, 0,50%.
Leia também: FMI: expectativas de inflação bem ancoradas devem ajudar América Latina no choque de petróleo
O único grupo a registrar queda foi Transportes, com recuo de 0,33%. Depois de disparar 6,06% em abril, os combustíveis caíram 1,47% em maio, com recuo no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%).
O gás veicular foi na direção contrária e subiu 2,12%. As passagens aéreas voltaram a pressionar, com alta de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior.
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