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Petróleo

Petróleo recua após Irã sinalizar retomada de negociações com os EUA

Publicado 20/07/2026 • 07:54 | Atualizado há 16 horas

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo apresentaram variações.
  • Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que negociações com os EUA poderiam ser retomadas.
  • As últimas medidas surgem após os militares dos EUA confirmarem a morte de um terceiro militar americano em operações recentes.
Bomba de petróleo tipo cavalo-de-pau funcionando ao pôr-dos-sol

Freepik

Bomba de petróleo

Os preços do petróleo tiveram desempenho misto nesta segunda-feira, devolvendo os ganhos após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmar que negociações com os Estados Unidos podem ser conduzidas com base nos interesses nacionais.

Falando a jornalistas durante uma coletiva de imprensa, Baghaei disse que intermediários continuaram trocando mensagens com o Irã em meio à mais recente rodada de ataques dos EUA e às baixas militares americanas.

O petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro, era negociado praticamente estável na sessão, a US$ 88,14 por barril, após ter superado os US$ 90 mais cedo no dia. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA, para entrega em agosto, recuava 0,5%, para US$ 82,08 por barril, também devolvendo os ganhos anteriores.

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Os movimentos mais recentes ocorrem após os militares dos EUA confirmarem a morte de um terceiro integrante das Forças Armadas americanas em operações recentes, enquanto investigadores recuperaram restos mortais não identificados próximos ao local de um ataque iraniano na Jordânia que anteriormente havia deixado dois militares americanos mortos e outro desaparecido.

As forças americanas concluíram uma nona noite consecutiva de ataques contra alvos iranianos.

“Os ataques continuarão degradando as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar embarcações comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom) em uma publicação na plataforma X.

A retomada das hostilidades reacendeu preocupações sobre a segurança de uma das mais importantes rotas de transporte de petróleo do mundo. O Estreito de Ormuz normalmente responde por cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo, embora os embarques tenham caído acentuadamente em meio ao mais recente ciclo de ataques.

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O Centcom tem como alvo, em seus ataques, sistemas iranianos de vigilância costeira e defesa aérea, ativos marítimos, além de instalações de armazenamento de mísseis e drones. As forças americanas também atingiram unidades da Guarda Revolucionária Islâmica ligadas ao ataque de 17 de julho contra militares dos EUA na Jordânia.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou manter controle total sobre o Estreito de Ormuz e reiterou sua promessa de que “nem uma única gota de petróleo, gás ou fertilizante químico” passará pela hidrovia, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.

Amrita Sen, fundadora e diretora de pesquisa da Energy Aspects, afirmou que uma desaceleração substancial do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, combinada com estoques globais reduzidos, poderia elevar os preços do petróleo para mais de US$ 100 por barril.

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“Achamos que os preços deveriam ou poderiam atingir três dígitos? Com certeza. Lembrem-se de que o mercado também está vendido, certo? Era um mercado que assumiu posições vendidas de forma significativa assim que o Estreito de Ormuz começou a reabrir, e foi por isso que caímos para a faixa dos US$ 70. Portanto, essas posições vendidas ainda estão sendo recompradas neste momento e acredito que esse seja um dos fatores de impulso que começam a aparecer”, disse Sen ao programa “Access Middle East”, da CNBC, nesta segunda-feira.

“O mercado ainda está bastante complacente, apesar da alta de preços que vimos. Tenho fundos macroeconômicos me dizendo: ‘bem, já vimos isso antes, não passamos muito de US$ 100, o que há de tão diferente desta vez? Temos a inteligência artificial com que nos preocupar’”, afirmou Sen.

“Portanto, isso ainda não está no centro das atenções para a maioria das pessoas no mercado.”

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