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Petróleo avança com impasse em Ormuz, enquanto estoques dos EUA pressionam preços

Publicado 12/08/2026 • 16:57 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo fecha em leve alta com o impasse entre EUA e Irã e as tensões no Estreito de Ormuz.
  • Opep e AIE pressionam as cotações ao apontarem menor crescimento da demanda global por petróleo.
  • Estoques dos EUA sobem 17,4 milhões de barris e ajudam a limitar a valorização da commodity.
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O petróleo fechou em leve alta nesta quarta-feira (12), em meio ao congelamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e à continuidade do impasse envolvendo o Estreito de Ormuz. A situação na região aumenta a percepção de uma oferta mais restrita da commodity, mas a perspectiva de redução da demanda, associada à desaceleração do crescimento global, limitou o avanço dos preços.

O WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 0,08%, equivalente a US$ 0,07, e encerrou a sessão a US$ 83,27 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para outubro também avançou 0,08%, ou US$ 0,07, para US$ 88,98 por barril.

Relatórios divulgados nesta quarta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e pela Agência Internacional de Energia (AIE) pressionaram as cotações. A Opep reduziu suas projeções para o crescimento da demanda global por petróleo em 2026 e também revisou para baixo sua previsão para o crescimento da economia mundial.

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A AIE, por sua vez, afirmou que o impasse no Estreito de Ormuz aprofunda a queda da demanda por petróleo. Dessa forma, os riscos de restrição da oferta provocados pelas tensões no Oriente Médio foram contrapostos pela perspectiva de uma demanda mais fraca.

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As relações entre Estados Unidos e Irã continuam no centro das atenções do mercado. O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de tentar “fugir” do conflito e de fazer ameaças vazias contra os Estados Unidos. O Irã voltou a afirmar que não existem negociações com os americanos para um cessar-fogo.

Segundo Marcela Rocha, diretora de investimentos da Avenue, alguns fatores vêm reduzindo o impacto do choque sobre os preços do petróleo. Entre eles estão o uso das reservas de petróleo pelos países, medidas adotadas pelos governos para limitar o repasse dos preços aos consumidores e à indústria e a menor dependência do petróleo.

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A guerra na Ucrânia também trouxe novos elementos ao mercado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira que um ataque realizado por Kiev danificou uma base naval russa em Novorossiysk. A região continuou sob ataques ucranianos mesmo depois de J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, pedir que Kiev interrompesse a ofensiva contra o local.

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo também contribuíram para limitar os preços. Os volumes aumentaram em 17,4 milhões de barris na semana anterior, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA. O resultado contrariou a expectativa do mercado, que previa uma pequena redução nos estoques.

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