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Petróleo cai pelo terceiro dia seguido com alívio geopolítico no Oriente Médio
Publicado 24/06/2026 • 16:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/06/2026 • 16:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Por que o preço do petróleo disparou após o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã?
Os contratos futuros do petróleo registraram queda pelo terceiro pregão consecutivo nesta quarta-feira (24), em meio ao aumento das expectativas de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e ao avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
O movimento também foi influenciado pela assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países, além de declarações de autoridades norte-americanas que reforçaram a percepção de redução dos riscos geopolíticos na região.
No mercado de commodities, o petróleo WTI (Nymex, contrato de agosto) caiu 3,92%, recuando US$ 2,87 e fechando a US$ 70,34 por barril. Durante o pregão, o ativo chegou a operar abaixo de US$ 70 na mínima intraday.
O Brent (ICE, contrato de setembro) teve queda de 3,81%, com baixa de US$ 2,93, encerrando o dia a US$ 73,87 por barril.
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A aceleração da queda, próxima de 3%, ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã teria informado Washington que não cobra pedágio de navios que atravessam o Estreito de Ormuz.
Em visita ao Kuwait, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que uma equipe técnica de negociação deve retornar ao Oriente Médio ainda neste mês para novas conversas com o Irã.
Já o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informou que cerca de 72 navios deixaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, volume que corresponderia a aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo transitando pela região, segundo estimativas de mercado.
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Siga o Times | CNBCEsses dados reforçam a percepção de normalização do fluxo de embarcações em uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo.
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A sinalização de estabilidade no Estreito de Ormuz tem sido um dos principais fatores de pressão sobre os preços. O fluxo recente estimado em cerca de 20 milhões de barris por dia, com base na movimentação de aproximadamente 72 navios em 24 horas.
Segundo a Capital Economics, o mercado já incorporou boa parte das notícias positivas relacionadas à retomada das exportações do Golfo. A instituição prevê volatilidade nos preços ao longo do terceiro e quarto trimestres e aponta a possibilidade de retorno a um cenário de excesso de oferta após a restauração completa da produção interrompida.
A consultoria também projeta o Brent em torno de US$ 60 por barril até o fim de 2027.
Já o Goldman Sachs avalia que as margens de derivados do petróleo devem permanecer elevadas por mais tempo, com menor risco de queda nas margens em comparação ao petróleo bruto. Segundo o banco, as margens de diesel e gasolina continuam acima dos níveis observados antes do conflito.
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Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo registraram queda de 6,08 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho, acima da expectativa de analistas, que projetavam recuo de 4,1 milhões de barris.
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