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Petróleo recua com alívio sobre oferta saudita apesar de tensão em Ormuz

Publicado 18/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo recuou pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira (18), em meio às expectativas sobre a recuperação da capacidade de oferta da Arábia Saudita.
  • Tensões no Estreito de Ormuz continuaram no radar após o Irã afirmar que atingiu um petroleiro por uma suposta tentativa ilegal de atravessar a região.
  • Investidores também acompanham a próxima rodada diplomática, com Donald Trump previsto para encontrar líderes do Golfo durante a Assembleia Geral da ONU.

Os preços do petróleo recuaram pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira (18), após uma jornada volátil, com o mercado avaliando a possibilidade de recuperação parcial da capacidade de transporte de petróleo da Arábia Saudita e novas tensões envolvendo o Irã no Estreito de Ormuz.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para novembro caiu 0,91%, ou US$ 0,95 (R$ 4,89), para US$ 103,87 (R$ 534,93) por barril. Na Nymex, o WTI para novembro, contrato mais líquido, recuou 1,18%, ou US$ 1,15 (R$ 5,92), a US$ 96,08 (R$ 494,81). O vencimento de outubro perdeu 1,58%, ou US$ 1,61 (R$ 8,29), para US$ 100,30 (R$ 516,55).

No acumulado da semana, o Brent registrou perda de 0,71%. O WTI para outubro avançou 0,25%, enquanto o contrato de novembro teve valorização de 0,15%.

Arábia Saudita influencia preços

A pressão sobre as cotações ganhou força diante da expectativa de que a Arábia Saudita consiga restabelecer, em poucos dias, aproximadamente metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, danificado por um ataque nesta semana.

Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas sobre a disponibilidade imediata de petróleo saudita. A Saudi Aramco informou a pelo menos dois clientes de refino na Europa que não fará alocações de petróleo bruto para entrega no próximo mês, segundo a Bloomberg.

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A Dynamix Corporation avalia que a Arábia Saudita pode ficar efetivamente fora do mercado pela primeira vez desde 1973, cenário que adicionaria um novo fator de risco às cotações internacionais do petróleo.

Irã mantém tensão no Estreito de Ormuz

As preocupações geopolíticas também permaneceram presentes depois que o Irã afirmou ter atingido o petroleiro Trend, de bandeira do Togo, alegando que a embarcação fazia uma “tentativa ilegal” de atravessar o Estreito de Ormuz. Explosões também foram ouvidas na região nesta sexta-feira, segundo o Al Hadath.

O MUFG destaca que os investidores agora acompanham a próxima etapa das negociações diplomáticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá se reunir com líderes dos países do Golfo na próxima semana, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Os efeitos das tensões sobre os combustíveis também ganharam destaque nos Estados Unidos. O diesel atingiu o recorde de US$ 6,45 (R$ 33,22) por galão, segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA). A gasolina chegou a US$ 4,47 (R$ 23,02) por galão, ante US$ 3,20 (R$ 16,48) há um ano.

Na Ásia, as refinarias japonesas garantiram suprimento suficiente de petróleo bruto até novembro, apesar dos temores de uma ampliação dos confrontos entre sauditas e Houthis, segundo a Associação de Petróleo do Japão.

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