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Polícia escocesa investiga propriedade ligada ao ex-príncipe Andrew por tráfico de mulheres em ligação com Jeffrey Epstein

Publicado 30/10/2026 • 08:58 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Polícia escocesa investiga suspeitas de tráfico de mulheres para a propriedade real de Balmoral em 1999, envolvendo Andrew, Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell.
  • Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluem fotografias e e-mails que mencionam Andrew, Maxwell e a residência da família real.
  • Outras forças policiais britânicas também investigam informações dos arquivos de Epstein, enquanto Andrew permanece sob investigação por suspeita de compartilhar dados sigilosos.

A Polícia da Escócia iniciou uma investigação sobre a possível presença do criminoso sexual Jeffrey Epstein e de sua ex-companheira Ghislaine Maxwell na propriedade real de Balmoral, nas Terras Altas escocesas, em 1999. Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica nesta sexta-feira (30), os dois teriam visitado o local a convite de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III.

De acordo com o jornal britânico Daily Express, as autoridades analisam denúncias de que mulheres teriam sido levadas à propriedade em um possível esquema de tráfico sexual. Balmoral pertence atualmente ao rei Charles III, mas, na época dos supostos acontecimentos, era propriedade da rainha Elizabeth II.

Em comunicado, a Polícia da Escócia confirmou ter recebido informações relacionadas ao caso e afirmou que as diligências estão em andamento, embora ainda não tenha divulgado detalhes sobre o alcance da investigação.

Polícia afirma que investigação está em fase inicial

Um porta-voz da corporação informou que o trabalho dos investigadores será orientado pelas evidências disponíveis e levará em consideração as necessidades das possíveis vítimas. A polícia também ressaltou que não costuma divulgar informações específicas sobre investigações em andamento, motivo pelo qual não forneceria outros esclarecimentos neste momento.

Entre os materiais que podem contribuir para a apuração estão fotografias anteriormente divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As imagens parecem mostrar Andrew e Epstein durante uma atividade de caça em Balmoral.

Outras forças policiais analisam documentos do caso Epstein

As investigações na Escócia ocorrem em meio a uma análise mais ampla de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, divulgados pelas autoridades norte-americanas.

Segundo o Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido (NPCC), diferentes corporações britânicas mantêm apurações relacionadas ao conteúdo dos arquivos, incluindo as polícias de Thames Valley, Metropolitana de Londres e Surrey.

O conselho explicou que a identificação de possíveis novos crimes, suspeitos, vítimas e testemunhas exige um trabalho detalhado, que pode levar tempo. Apesar da atuação de diferentes forças policiais, o NPCC esclareceu que não existe, neste momento, uma investigação nacional unificada sobre o material. Cada corporação conduz suas próprias diligências.

Leia também: A queda do ex-príncipe Andrew: cronologia do escândalo até a prisão

Andrew já foi detido em investigação sobre informações sigilosas

O ex-duque de York também é alvo de outra investigação policial no Reino Unido.

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Em 19 de fevereiro de 2026, quando completou 66 anos, Andrew foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de função pública. A medida ocorreu após denúncias de que ele teria compartilhado informações confidenciais com Epstein durante o período em que atuou como representante comercial britânico.

O irmão do rei Charles III foi interrogado pelas autoridades e posteriormente liberado, permanecendo sob investigação.

Andrew nega ter cometido irregularidades. O procedimento policial continua em andamento.

E-mails mencionam Balmoral e contatos com Ghislaine Maxwell

Documentos divulgados nos arquivos de Epstein também incluem mensagens eletrônicas que mencionam Andrew, Maxwell e a propriedade de Balmoral.

Em agosto de 2001, uma pessoa que utilizava o pseudônimo Invisible Man (Homem Invisível) enviou quatro e-mails a Maxwell. Em uma das mensagens, o remetente afirmou que seu empregado pessoal havia morrido recentemente e que havia deixado a Marinha Real britânica.

Andrew havia encerrado sua carreira na Marinha em julho daquele ano, um mês antes do envio das mensagens.

Em outro e-mail, datado de 16 de agosto de 2001, o mesmo remetente afirmou estar em Balmoral, durante o período de férias de verão da família real, e perguntou a Maxwell se ela havia encontrado algumas “amizades inadequadas” para ele.

Já em março de 2002, Maxwell enviou uma mensagem ao mesmo contato informando que havia repassado um recado a uma pessoa não identificada. O texto começava com a informação de que ela havia fornecido a Andrew o número de telefone do destinatário.

Na mesma comunicação, Maxwell também mencionou que Andrew ficaria satisfeito caso o interlocutor realizasse um passeio descrito como uma atividade turística “de duas pernas”, expressão usada na mensagem original.

Os e-mails fazem parte do conjunto de documentos analisados pelas autoridades, mas as informações divulgadas não estabelecem, por si só, a identidade de todos os remetentes nem comprovam a ocorrência de crimes em Balmoral.

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