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Por que Mark Zuckerberg comprou um castelo de US$ 35 milhões na Irlanda
Publicado 07/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 07/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Foto: Field/Shutterstock
Por que Mark Zuckerberg comprou um castelo de US$ 35 milhões na Irlanda
O bilionário Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, comprou recentemente o Castelo de Strancally, uma propriedade histórica avaliada em até US$ 35 milhões no condado de Waterford, na Irlanda.
A aquisição, feita ao lado da esposa, Priscilla Chan, não deve transformar o país na residência permanente da família. O imóvel deverá funcionar como uma base para as viagens e atividades de Zuckerberg na Europa, especialmente pela proximidade com a sede internacional da Meta, em Dublin.
Construído em 1830, o castelo combina arquitetura gótica, uma extensa área verde e uma localização às margens do rio Blackwater. A propriedade tem 11 quartos principais, três andares e cerca de 1.486 metros quadrados de área construída. O terreno se estende por aproximadamente 440 acres.
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De acordo com o Estadão, o valor exato pago pelo casal não foi divulgado. Como a negociação não aparece no registro oficial irlandês de preços de imóveis, estimativas publicadas pelo Irish Times colocam o patrimônio entre € 20 milhões (aproximadamente R$ 124 milhões) e € 30 milhões (em média R$ 186 milhões).

Mais do que uma aquisição de luxo, a localização ajuda a explicar a escolha de Zuckerberg. O Castelo de Strancally fica a cerca de 200 quilômetros de Dublin, onde a Meta mantém sua sede internacional. A distância permite que o imóvel seja usado como uma residência para períodos em que Zuckerberg e a família estiverem na Europa.
A empresa confirmou que a família pretende aproveitar a propriedade, mas não informou planos para uma mudança definitiva para a Irlanda.
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Segundo um porta-voz de Zuckerberg, o casal está interessado em preservar a residência histórica e passar parte do tempo no país, onde a Meta mantém uma de suas principais operações internacionais.
O Strancally Castle foi erguido no século 19 e passou por uma grande reforma em 2003. A construção mantém características do estilo neogótico, com fachada de pedra e elementos arquitetônicos que diferenciam o imóvel das residências convencionais de alto padrão.
A propriedade também oferece uma área externa incomum para os padrões urbanos. São cerca de 440 acres de jardins e terrenos ao redor do castelo, além da vista para o rio Blackwater.
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A combinação entre privacidade, espaço e valor histórico ajuda a explicar por que propriedades desse tipo passaram a chamar a atenção de grandes fortunas.
A compra acontece em meio a um movimento maior entre americanos muito ricos. Nos últimos anos, imóveis históricos e residências de alto padrão em cidades e regiões europeias passaram a fazer parte dos portfólios de grandes empresários e investidores dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCUm dos exemplos é Ken Griffin, fundador da Citadel, que comprou em 2019 uma mansão georgiana em Carlton Gardens, perto do Palácio de Buckingham, por US$ 122 milhões. O imóvel tem aproximadamente 1.486 metros quadrados, além de piscina coberta e spa.
Outros nomes conhecidos, como George Clooney, Tom Ford e Eric Schmidt, também possuem propriedades na Europa. A procura, porém, não está limitada a celebridades. Investidores com fortunas menos conhecidas também estão buscando imóveis de alto valor no Reino Unido e em outros mercados europeus.
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A busca por propriedades no exterior envolve uma combinação de fatores financeiros e estratégicos. Em Londres, por exemplo, o mercado de imóveis avaliados em mais de £ 15 milhões (aproximadamente R$ 105,3 milhões) registrou crescimento em 2026.
Entre janeiro e junho, foram realizadas 34 vendas nessa faixa, movimentando cerca de £ 1,24 bilhão (R$ 8,70 bilhões). No mesmo período de 2025, haviam sido registradas 27 transações, somando US$ 928 milhões (em média R$ 4,81 bilhões).
Os americanos representaram 30% das vendas de imóveis acima de US$ 20 milhões no primeiro semestre de 2026. No fim de 2025, essa participação era de 20%.
Especialistas do mercado imobiliário apontam que a valorização das fortunas ligadas à tecnologia, as condições de câmbio e a possibilidade de negociar descontos ajudaram a estimular essas compras.
Também existe um componente de diversificação patrimonial. Para algumas famílias, manter uma residência em outro país significa ter uma estrutura física fora dos Estados Unidos e uma alternativa de localização para períodos de instabilidade econômica ou política.
No caso de Zuckerberg, a compra do castelo tem uma justificativa adicional. A Irlanda ocupa uma posição importante na estrutura internacional da Meta, e Dublin abriga a sede da empresa fora dos Estados Unidos.
Isso torna a propriedade de Waterford mais funcional do que uma simples residência de férias. O castelo oferece privacidade e espaço para a família, sem ficar completamente distante das operações europeias da companhia.
A aquisição também coloca Zuckerberg dentro de um grupo de bilionários americanos que passaram a enxergar imóveis históricos europeus como uma combinação de patrimônio, privacidade e localização estratégica.
O Castelo de Strancally, portanto, representa mais do que uma nova propriedade de luxo no portfólio de Mark Zuckerberg. A escolha reúne o interesse por imóveis históricos com uma necessidade prática ligada à presença internacional da Meta.
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