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Primeiro-ministro da Austrália condena teste de míssil da China e alerta para risco nuclear; entenda
Publicado 07/07/2026 • 19:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 19:00 | Atualizado há 3 meses
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Foto: Canva
Primeiro-ministro da Austrália condena teste de míssil da China e alerta para risco nuclear; entenda
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, criticou nesta terça-feira (7) o teste de um míssil balístico intercontinental realizado pela China no Oceano Pacífico.
Durante visita às Ilhas Salomão, o líder australiano afirmou que a demonstração militar representa um fator de instabilidade para a região e alertou que o armamento, caso fosse utilizado com uma ogiva nuclear, teria potencial para provocar danos de grande escala.
A declaração ocorre em meio ao aumento das preocupações internacionais sobre a expansão das capacidades militares chinesas.
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De acordo com o The Guardian, Albanese afirmou que o lançamento aumenta a tensão no Indo-Pacífico e reforça a necessidade de reduzir, e não ampliar, o número de armas nucleares.
Segundo ele, o fato de o teste envolver um míssil balístico intercontinental lançado a partir de um submarino com propulsão nuclear torna a situação ainda mais preocupante.
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O premiê destacou que a Austrália continuará manifestando sua posição ao governo chinês sempre que considerar que ações militares possam comprometer a paz e a segurança da região. Para ele, o episódio representa uma provocação que exige atenção dos países do Pacífico.
Durante a visita de Albanese, o primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Matthew Wale, também criticou o lançamento. Apesar de reconhecer a parceria com a China, ele afirmou que o Pacífico não deve servir como área para testes de mísseis balísticos.
Segundo Wale, o país apresentou um protesto formal ao embaixador chinês e defendeu que nenhuma potência, seja China, Estados Unidos ou qualquer outra nação, realize esse tipo de atividade militar na região.
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O líder afirmou que os países do Pacífico desejam manter relações de amizade, mas sem ameaças à segurança regional.
O governo chinês respondeu às críticas afirmando que o lançamento fazia parte do cronograma anual de treinamento das Forças Armadas.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o míssil transportava uma ogiva simulada, não tinha como alvo nenhum país específico e foi lançado em conformidade com as normas internacionais.
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Siga o Times | CNBCPequim também declarou que os países considerados relevantes foram avisados previamente sobre a operação e pediu que o episódio não fosse interpretado de forma exagerada.
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Autoridades australianas rejeitaram a justificativa apresentada pela China. O ministro da Indústria de Defesa e Assuntos das Ilhas do Pacífico, Pat Conroy, afirmou que o aviso enviado por Pequim ocorreu apenas poucas horas antes do lançamento, prazo considerado insuficiente para um teste desse porte.
Segundo ele, a forma como o procedimento foi conduzido não atende às orientações previstas pela Convenção de Haia para notificações relacionadas a testes de mísseis balísticos.
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O governo australiano informou que continuará cobrando maior transparência em futuras operações militares chinesas.
Os Estados Unidos acompanharam as críticas da Austrália e defenderam que a China participe de negociações sobre controle de armas nucleares e estabeleça um sistema regular de notificação para lançamentos de mísseis balísticos.
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Para Washington, o crescimento do programa nuclear chinês, aliado à falta de informações sobre seus objetivos estratégicos, aumenta a preocupação entre os países da região e da comunidade internacional.
A agência estatal chinesa informou apenas que o míssil foi lançado de um submarino em direção ao Oceano Pacífico e atingiu a área prevista, sem divulgar o ponto exato da queda.
Já uma autoridade de Taiwan publicou um mapa indicando que o projétil teria cruzado áreas próximas às Filipinas, Micronésia e Palau antes de cair ao sul de Nauru.
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A Austrália afirma que continuará cobrando explicações da China e defendendo medidas para preservar a segurança e a estabilidade no Pacífico diante do avanço das capacidades militares chinesas.
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