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Queda de alunos internacionais nos EUA pode custar US$ 1 bilhão
Publicado 30/11/2025 • 15:04 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 30/11/2025 • 15:04 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Universidade de Harvard, em Boston - alunos internacionais
Universidade de Harvard, em Boston
A chegada de alunos internacionais às universidades dos Estados Unidos caiu de forma expressiva neste semestre e pode gerar impactos relevantes para a economia americana. A matrícula de novos estudantes do exterior recuou 17% no outono de 2025, segundo levantamento do Departamento de Estado e do Institute of International Education (IIE).
O recuo ocorre após meses de conflitos envolvendo a política de vistos e novas restrições migratórias adotadas pelo governo Trump. A queda é significativa porque, entre 2024 e 2025, estudantes estrangeiros adicionaram quase US$ 55 bilhões à economia americana, considerando gastos com mensalidades e consumo cotidiano, de acordo com o relatório Open Doors.
Um estudo da NAFSA, associação que reúne especialistas em educação internacional, estima que a redução de matrículas deve resultar em perda de US$ 1,1 bilhão neste ciclo acadêmico. Outra análise, feita pela empresa Implan, calcula impacto próximo de US$ 1 bilhão no PIB americano quando se somam os efeitos diretos e indiretos da redução de gastos.
O economista Bjorn Markeson, da Implan, afirma que os alunos internacionais têm papel essencial para as cidades que abrigam universidades. Segundo ele, a presença desse público mantém empregos, estimula comércio local e amplia a arrecadação de impostos. “Eles sustentam economias inteiras ao redor dos campi”, disse.
Antes da pausa temporária na emissão de novos vistos, havia cerca de 1,2 milhão de estudantes estrangeiros nos EUA, principalmente de Índia e China. Eles representavam aproximadamente 6% do total de matriculados no ensino superior americano.
O ambiente já vinha se deteriorando. Em 2024, o número de novos alunos internacionais também caiu, marcando a primeira retração desde o período da pandemia. Pesquisas apontam que políticas de imigração mais rígidas, além de mudanças na percepção global sobre estudar nos EUA, influenciaram a tendência.
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Siga o Times | CNBCPara a diretora-executiva da NAFSA, Fanta Aw, os sinais são claros: “O fluxo global de talentos para os Estados Unidos está em posição delicada”, afirmou em nota. Ela alerta que os efeitos dessas políticas “já são sentidos nos campi e nas comunidades”.
A queda na entrada de alunos internacionais preocupa especialmente as instituições de ensino, que dependem da receita vinda de mensalidades sem subsídios. De acordo com o Open Doors, estudantes estrangeiros costumam pagar valor integral, contribuindo diretamente para o financiamento de bolsas a alunos americanos.
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Com menos recursos, universidades podem enfrentar cortes em programas, contratação de professores e assistência financeira para alunos domésticos. Ted Mitchell, presidente do American Council on Education, explicou que existe uma relação direta entre esses públicos. “Os estudantes internacionais que pagam valor cheio ajudavam a sustentar bolsas para estudantes americanos”, disse.
A redução da demanda global por universidades americanas adiciona um novo desafio ao setor, que já enfrenta custos crescentes, mudança no perfil demográfico e maior concorrência internacional.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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