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Rússia chama bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz de “ilegal” e critica proposta de Europa

Publicado 16/04/2026 • 17:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Moscou classificou como “unilaterais e ilegítimas” as medidas adotadas pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.
  • Porta-voz da chancelaria russa também criticou iniciativa de França e Reino Unido para discutir a navegação na região.
  • EUA afirmam que bloqueio já paralisou o fluxo marítimo ligado ao Irã após fracasso de negociações com Teerã.

Wikimedia Commons

A Rússia condenou o bloqueio imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e classificou a medida como “ilegal” e “unilateral”. Segundo Moscou, a ação americana, que prevê a interceptação de embarcações em águas internacionais e restrições ao acesso a portos iranianos, viola a Carta das Nações Unidas e o direito marítimo internacional.

Em coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que as medidas adotadas por Washington não têm legitimidade jurídica. Segundo ela, a tentativa dos Estados Unidos de estabelecer um bloqueio marítimo no estreito deve ser vista “exclusivamente” como uma ação unilateral.

“De modo geral, as medidas dos Estados Unidos para estabelecer um bloqueio marítimo do Estreito de Ormuz, seja por meio da interceptação de navios ou do bloqueio de portos iranianos, devem ser consideradas exclusivamente unilaterais e ilegítimas, tanto do ponto de vista da Carta das Nações Unidas quanto do direito marítimo internacional”, afirmou, segundo a agência de notícias TASS.

Zakharova também criticou a proposta de França e Reino Unido, que convocaram uma conferência para esta sexta-feira para discutir a situação na região. Na avaliação da porta-voz, a missão sugerida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para restaurar a navegação no estreito é um “projeto fracassado”.

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Paris, por sua vez, defendeu a iniciativa liderada em conjunto com Londres para formar uma coalizão internacional voltada ao monitoramento da reabertura da passagem estratégica.

Na quarta-feira, o Exército dos Estados Unidos afirmou que nenhum navio havia cruzado o Estreito de Ormuz nas primeiras 48 horas após a imposição do bloqueio naval determinado pelo presidente Donald Trump. A medida foi adotada depois do fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã, realizadas no sábado em Islamabad, capital do Paquistão.

Segundo os Estados Unidos, o bloqueio total aos portos iranianos já está surtindo efeito e teria paralisado o comércio marítimo que entra e sai do país.

A decisão ocorre após o fim sem acordo das conversas entre americanos e iranianos no último fim de semana. Apesar disso, segue em vigor um cessar-fogo de 15 dias, criado para abrir espaço a uma solução diplomática mais ampla.

Esse eventual acordo teria como objetivo encerrar a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, em troca do alívio de sanções ao Irã, da normalização da navegação no Estreito de Ormuz e da assinatura de um novo acordo nuclear pela República Islâmica.

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