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Brasil e China discutem avanço em acordo comercial após novas taxas impostas pelos EUA
Publicado 27/07/2026 • 09:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/07/2026 • 09:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
As novas tarifas de 25% e 12,5% aprovadas pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros podem fazer com que o Mercosul acelere a aprovação de um acordo de livre comércio com a China.
No último domingo, 26, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping conversaram por telefone por mais de uma hora, de acordo com o Palácio do Planalto, e discutiram a necessidade de um avanço nas negociações para firmar o acordo entre o bloco e o país asiático.
Leia também: Tarifaço: relação Brasil-China bate recordes, mas mercado asiático não substitui EUA em exportações
Os líderes também trataram da implementação de sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países. Ambos reiteraram o propósito compartilhado de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.
Em junho, as exportações brasileiras para o país asiático cresceram 24,4%, totalizando US$ 12,291 bilhões, enquanto as importações de produtos chineses avançaram 27,1%, alcançando US$ 7,801 bilhões. A balança bilateral foi positiva para o Brasil em US$ 4,49 bilhões.
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Siga o Times | CNBCNo acumulado do primeiro semestre de 2026, as vendas para a China somaram US$ 58,322 bilhões, alta de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto as compras totalizaram US$ 38,545 bilhões, crescimento de 8%, resultando em um saldo positivo de US$ 19,777 bilhões. Esses números reforçam a posição da China como principal parceiro comercial do Brasil e evidenciam o aumento do fluxo de mercadorias entre os dois países.
No entanto, como o mercado chinês concentra boa parte da sua pauta exportadora em commodities agrícolas, a substituição do mercado norte-americano ainda é complexa.
Outro país que foi muito atingido pelas novas políticas tarifárias dos Estados Unidos foi o Canadá, que passou a sofrer sobretaxas de 50% em alguns produtos. Por conta disso, o país norte-americano quer acelerar a assinatura de um tratado de livre comércio com o Mercosul até o final de 2026.
Leia também: Para reduzir dependência dos EUA, Canadá quer concluir acordo com o Mercosul em 2026
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, esteve no Brasil e afirmou que o objetivo do país é dobrar os acordos comerciais que não envolvam os Estados Unidos nas próximas décadas. Outro acordo que foi assinado em 2025, depois de anos de impasse, foi o do Mercosul com a União Europeia.
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