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Tarifaço derruba exportação de café solúvel aos EUA, mas outros países e mercado interno compensam parte das perdas
Publicado 15/09/2025 • 13:05 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 15/09/2025 • 13:05 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
As exportações brasileiras de café solúvel aos Estados Unidos despencaram 59,9% em agosto ante o mesmo mês de 2024, somando 26.460 sacas de 60 kg, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). A queda também foi de 50,1% em relação a julho. O tombo ocorreu após a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo governo Donald Trump.
“Essa queda brusca é muito preocupante e frustra a expectativa que tínhamos de quebrar o recorde nas exportações em 2025”, afirmou o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima.

Apesar da retração para o mercado americano, outros destinos ajudaram a mitigar parte do impacto. No acumulado de janeiro a agosto, países como Argentina (+88,3%), Rússia (+16,8%), Colômbia, Vietnã e Malásia ampliaram significativamente as compras, o que garantiu maior diversificação da pauta exportadora.
Ainda assim, o desempenho não foi suficiente para reverter a queda de 3,9% no volume total exportado no período, que somou 2,508 milhões de sacas para 88 países.

A elevação dos preços internacionais do café compensou a queda no volume. A receita cambial saltou 33% entre janeiro e agosto, para US$ 760,8 milhões, e a expectativa é de que 2025 encerre acima de US$ 1 bilhão, superando os US$ 950 milhões de 2024. “O crescimento em valor mostra a resiliência do setor diante das barreiras impostas”, avaliou Lima.

Mesmo com a retração, os Estados Unidos ainda lideram o ranking dos importadores de café solúvel do Brasil em 2025, com 443.179 sacas (-3,7%). A perda de espaço abre caminho para outros mercados estratégicos, sobretudo emergentes, que vêm ganhando participação no consumo global.

Além da compensação parcial via exportações, o mercado doméstico também sustenta a indústria. Entre janeiro e agosto, o Brasil consumiu 763,6 mil sacas de café solúvel, alta de 4,7% sobre 2024. O avanço foi puxado pelo segmento de freeze dried (+11,3%) e pelo maior interesse em produtos de praticidade e preço acessível em um cenário de cotações elevadas.
“O mercado interno continua respondendo positivamente, impulsionado por investimentos em qualidade, diversidade de produtos e novos hábitos de consumo”, destacou Lima.

Bruno Giestas, diretor da Realcafé, assumiu interinamente a presidência da Abics em setembro, após a aposentadoria de Fabio Sato. Ele ficará no cargo até abril de 2026.
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