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CNI: Mesmo após revisão, 73% das exportações brasileiras seguem sobretaxadas nos EUA
Publicado 26/09/2025 • 13:27 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 26/09/2025 • 13:27 | Atualizado há 1 ano
Uma nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta terça-feira (23) mostra que 73,8% das exportações brasileiras aos Estados Unidos seguem sujeitas a tarifas adicionais. São 6.033 produtos atingidos, pouco abaixo dos 6.037 listados antes da revisão da Ordem Executiva 14.257, de abril.
“Ainda temos uma parcela altíssima da pauta afetada. O cenário reforça a urgência de avançarmos na negociação”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI, destacando a expectativa de que a reunião entre Lula e Donald Trump, marcada para a próxima semana, possa abrir caminho para um diálogo formal.
A atualização promovida em setembro incluiu 39 novos códigos isentos de tarifas, abrangendo minerais críticos, químicos industriais e metais preciosos. Desse grupo, 13 produtos já exportados pelo Brasil em 2024 somaram US$ 1,7 bilhão, equivalente a 4,1% do total enviado aos EUA. Entre eles, dois tipos de pasta química de madeira e o ferroníquel passam a ser totalmente isentos.
Outros dez produtos que migraram para a alíquota de 40% — antes sujeitos a 50% — respondem por 0,1% da pauta. Estão nessa lista níquel, ímãs permanentes, artigos de ouro e grafite natural.
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Siga o Times | CNBCNa outra ponta, 84 produtos foram retirados da lista de isenções, sendo 76 ligados ao cobre, já cobertos pela Seção 232. Os demais, incluindo resinas, silicones e insumos químicos e plásticos industriais, representaram US$ 143,8 milhões em exportações brasileiras em 2024 e agora enfrentam tarifa adicional de 50%.
Além do impacto imediato, a CNI destacou o potencial do anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners (PTAAP). Ele lista 1.908 códigos tarifários elegíveis a futuras isenções mediante acordos recíprocos. Para o Brasil, isso poderia abranger 18,4% das exportações, ou US$ 7,8 bilhões, em áreas como aviação civil, fármacos, recursos naturais e agricultura.
Embora ainda não haja negociação em curso, o relatório reforça que o mecanismo cria uma agenda estratégica de diálogo com Washington, em um momento em que a sobreposição de tarifas ameaça a competitividade brasileira no mercado americano.

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