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Exclusão do café do tarifaço preserva exportações e fortalece setor, diz Abic
Publicado 17/07/2026 • 11:29 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 17/07/2026 • 11:29 | Atualizado há 5 dias
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O alívio para a indústria do café brasileira com a exclusão do produto da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos preserva um mercado estratégico e reforça a importância do Brasil para o abastecimento americano, afirmou nets sexta-feira (17) Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a decisão representa uma conquista construída ao longo das negociações entre entidades brasileiras e americanas. “O setor recebeu com grande alívio essa investigação. Todas as tratativas e contextualizações necessárias foram colocadas nas reuniões bilaterais ocorridas com todo o apoio das nossas contrapartes nos Estados Unidos“, afirmou.
“O setor comemora duas vitórias pontuais que são relevantes para todo o ecossistema Cafés do Brasil: a manutenção da exceção para os cafés verdes, torrados e torrados moídos e a inclusão agora do solúvel brasileiro.”
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Cardoso destacou que a decisão evita um impacto bilionário sobre as exportações nacionais. “O Brasil deixaria potencialmente de exportar US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões). Então nós estamos falando de um mercado potencialmente relevante para o Brasil e também para os Estados Unidos, já que o Brasil representa pouco mais de um terço de todas as importações americanas“, disse. “Eles são o maior consumidor de café do planeta e contam com o café brasileiro para ter o nosso café na mesa do americano.”
O presidente da Abic explicou que a inclusão do café solúvel não aromatizado na lista de exceções ocorreu porque o produto é fundamental para a indústria americana.
“O solúvel brasileiro é exportado muito em forma de a granel e funciona como base de industrialização para as indústrias americanas colocarem o solúvel na prateleira, mas também como base de receita para outros produtos“, afirmou.
Segundo ele, esse argumento foi decisivo durante as negociações. “Os Estados Unidos também não têm grande produção de solúvel. Sabendo dessa relevância da base de solúvel para essa distribuição americana, seja em forma de produto acabado, seja em forma de construção de outras receitas, está aí a explicação para o solúvel ter sido incluído nessa lista de exceções“, explicou.
Leia também: Setor celebra exclusão do café solúvel brasileiro no tarifaço dos EUA, maior mercado do produto
Cardoso acrescentou que “os Estados Unidos têm grande volume de importação do nosso solúvel e essas contextualizações fundamentaram o que o setor esperava e, portanto, a inclusão do solúvel nessa lista de exceções“.
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Siga o Times | CNBCApesar da isenção, o dirigente afirmou que a atenção do setor agora está voltada para a investigação da Seção 301, que poderá resultar em uma tarifa adicional de 12,5%.
“Esse é um ponto de tensão que o setor ainda trabalha, e o USTR ainda está trabalhando com essa investigação. Nós acreditamos que essas fundamentações colocadas, todas elas muito técnicas, demonstrando o trabalho sério que o ecossistema brasileiro faz, não impactem em nada nessas investigações“, afirmou.
Segundo ele, as entidades seguem confiantes. “Aguardemos então os próximos passos, mas o setor segue otimista para também obter essa isenção nessa próxima tarifa, sequência dessas investigações da Seção 301“, disse.
Leia também: Exportações de café do Brasil caem em volume, mas receita chega a US$ 14,6 bilhões
Para Cardoso, os próprios números da economia dos Estados Unidos tornam improvável uma taxação do café brasileiro. “Os Estados Unidos não produzem café. Menos de 0,5% são produzidos no Havaí e em Porto Rico. Então, se eles não produzem, resta importar“, afirmou.
Ele destacou que a cadeia do café movimenta US$ 343 bilhões (R$ 1,77 trilhão) na economia americana e gera 2,2 milhões de empregos. “Para cada dólar que os Estados Unidos importam de café, outros 43 são movimentados na economia americana“, ressaltou.
O dirigente lembrou ainda que o café faz parte do cotidiano da população americana. “O café representa 1,3% do PIB americano, mesmo eles não produzindo o grão, e 76% dos americanos tomam café todos os dias. Por todos esses grandes números e essa relevância do café para a economia daquele país, nós estamos muito animados de que também teremos essa isenção na próxima investigação“, concluiu.
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