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“Retaliação contra os EUA vai pesar mais no Brasil”, diz presidente da FIEMG sobre tarifas
Publicado 14/07/2025 • 11:53 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 14/07/2025 • 11:53 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, afirmou que a elevação das tarifas de importação de aço pelos Estados Unidos terá impacto direto sobre as exportações brasileiras. Segundo ele, setores altamente dependentes do mercado americano deverão enfrentar dificuldades imediatas.
“A retaliação vai pesar mais no Brasil que nos Estados Unidos. Dar um murro numa parede de tijolos. No máximo, você quebra os dedos da mão”, disse Roscoe ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao comentar a possibilidade de o governo brasileiro adotar medidas de reciprocidade.
De acordo com o presidente da FIEMG, o desempenho das exportações de aço de Minas Gerais foi positivo no início do ano, após antecipações de embarques diante dos primeiros anúncios sobre a sobretaxa. Roscoe explicou que o Brasil, até então, estava no menor nível de tarifa aplicado pelos EUA, o que contribuiu para manter o volume exportado.
Com a mudança no cenário, ele avalia que o Brasil perderá posição competitiva. “O Brasil sairá de uma posição de ganhador para perdedor. Isso com certeza irá impactar em muito as nossas exportações futuras”, afirmou.
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Roscoe defendeu que o governo federal mantenha a estratégia de negociação diplomática com os Estados Unidos e evite represálias. Para ele, o Brasil não dispõe de estrutura econômica ou militar para sustentar um conflito comercial prolongado com o país norte-americano.
Ao analisar os setores mais afetados, o dirigente da FIEMG destacou que empresas com negócios fortemente dependentes do mercado americano poderão encerrar temporariamente suas operações, enquanto setores menos expostos terão mais condições de adaptação. Ele citou como exemplo os produtores de commodities, que devem conseguir redirecionar parte das vendas para outros mercados, especialmente em segmentos como café e suco de laranja.
Sobre a origem da elevação tarifária, Roscoe atribuiu o agravamento da situação ao posicionamento político recente do Brasil em fóruns internacionais. “O que mudou de lá para cá foi o nosso posicionamento, o maior alinhamento com o Irã, com a China, e isso com certeza gerou incômodo”, avaliou.
Para ele, a relação comercial e diplomática entre Brasil e Estados Unidos, construída ao longo de dois séculos, deve ser preservada. O cenário mais favorável, segundo Roscoe, seria a formalização de um acordo de redução tarifária e o reposicionamento brasileiro como país neutro no cenário internacional.
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