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Sem definição de produtos, possível sobretaxa de 12,5% por trabalho escravo aumenta incerteza sobre exportadores brasileiros
Publicado 23/07/2026 • 10:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/07/2026 • 10:50 | Atualizado há 1 hora
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Agência Brasil
A política de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil deve ganhar um novo capítulo nesta sexta-feira (24). A expectativa é de que sejam conhecidos os detalhes da tarifa de 12,5% sobre produtos que usam trabalho escravo em sua cadeia produtiva, medida que, além do Brasil, envolve outros 59 países.
Somada aos 25% de tarifas extras aprovadas na última quarta-feira, a cobrança pode elevar a sobretaxa sobre alguns produtos brasileiros para até 37,5%. O cenário é visto pelo mercado com maior indefinição, já que o documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) não cita produtos específicos que seriam alvos da nova taxa, o que dificulta o cálculo do impacto na economia brasileira.
“Essa indefinição, reconhecida pelo próprio governo, explica por que o mercado ainda não precifica um cenário único, e sim um leque de possibilidades. O risco relevante não está no anúncio em si, mas no efeito de segunda ordem que ele pode gerar nos setores mais expostos”, explicou Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.
A principal incerteza é como essa tarifa seria implementada: se em substituição a uma tarifa-base de 10% — o que teria um impacto mais restrito —, ou se ela seria somada à taxa de 25%.
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Siga o Times | CNBCO documento da USTR que serve de base para a decisão, não traz uma lista detalhada de produtos passíveis de sobretaxa, mas aponta cadeias produtivas consideradas sensíveis ao uso de trabalho escravo.
O principal setor brasileiro mencionado é o da pecuária. O relatório aponta que algumas das maiores empresas atuantes na produção e venda de carnes constam na “lista suja” do trabalho escravo do governo brasileiro.
Outros setores apontados como sensíveis e que podem sofrer nova sobretaxa incluem: alumínio, algodão, cacau, peixes, café, níquel, óleo de palma, amendoim, polissilício, arroz e tabaco.
Com base no documento anexado, os países e economias citados na investigação integram o grupo de 60 nações investigadas pela USTR. Eles estão divididos entre os que falharam em impor e aplicar a proibição e aqueles que falharam apenas na aplicação efetiva, podendo ser tarifados em 12,5% ou 10%. Confira:
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