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Tarifaço acelera busca por novos acordos comerciais e amplia oportunidades para o Brasil, avalia professor de Relações Internacionais
Publicado 28/07/2026 • 09:45 | Atualizado há 3 meses
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Agência Brasil
Bandeiras de Brasil e China lado a lado
As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados devem acelerar a busca por novos acordos comerciais e impulsionar a aproximação entre o Mercosul e a China, avalia o professor de Direito e Relações Internacionais Marcus Vinícius de Freitas. Segundo ele, o movimento faz parte de uma reorganização das cadeias globais de comércio diante da política protecionista adotada pelo presidente Donald Trump. “Isso é uma resposta natural a este processo todo”. afirma o especialista.
“O governo Trump opta por uma política de ‘América em primeiro lugar‘. Ao fazer isso, os países também começam a considerar aquilo que precisam fazer, justamente para que consigam voltar a desenvolver-se, a crescer economicamente e a viver com este isolacionismo dos Estados Unidos.”, afirmou durante entrevista ao programa Pré-Market.
Freitas observa que, embora a China já seja o principal parceiro comercial do Brasil, outros países conseguiram negociar condições comerciais mais vantajosas com os chineses. Para ele, esse é um momento oportuno para o Brasil aprofundar essa relação.
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre a possibilidade de a Argentina dificultar um eventual avanço nas negociações entre Mercosul e China ou entre o bloco sul-americano e a União Europeia, o professor afirmou que o governo de Javier Milei tende a agir de forma pragmática, apesar da proximidade política com Donald Trump. “Milei já descobriu que pode querer muita coisa, mas hoje a China é o principal parceiro econômico da Argentina. Os agricultores argentinos enfrentariam sérias dificuldades se os chineses deixassem de comprar seus produtos”, afirmou. Segundo ele, um governo que defende o livre mercado dificilmente se oporia a um acordo de livre comércio.
Para Freitas, uma maior integração comercial com a China abriria “um oceano de oportunidades” para a economia brasileira, reduzindo parte da dependência do mercado norte-americano e ampliando as possibilidades de exportação. “A China vem se consolidando como a maior economia global e tem um plano de elevar significativamente a renda da população até 2049. Isso representa uma enorme expansão do mercado consumidor e cria oportunidades importantes para empresas brasileiras”, destacou.
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O professor, porém, ressalta que o Brasil precisará avançar em reformas estruturais para aproveitar esse cenário. “A grande questão não é o medo de produtos chineses invadirem o mercado brasileiro. O desafio é fazer a lição de casa, melhorando infraestrutura, logística e o sistema tributário para aumentar a competitividade internacional”, afirmou.
Além do comércio, Freitas vê espaço para ampliar a cooperação tecnológica entre os dois países. Segundo ele, a aproximação com a China pode favorecer a transferência de tecnologia em áreas estratégicas, como inteligência artificial e inovação, contribuindo para elevar a competitividade da indústria brasileira.
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