CNBC

CNBCEUA confirmam segundo caso de mosca-varejeira no Texas; Canadá restringe importação de animais vivos

Conflito no Oriente Médio

Guerra no Oriente Médio completa 100 dias com impacto direto nos mercados globais

Publicado 07/06/2026 • 08:49 | Atualizado há 1 minuto

KEY POINTS

  • S&P 500 atinge recordes apesar da guerra enquanto bolsas europeias acumulam perdas por custos de energia.
  • Petróleo Brent opera 36% acima do nível pré-guerra com Estreito de Ormuz bloqueado há 100 dias.
  • Inflação nos Estados Unidos chega a 3,8% ao ano em abril, maior nível em quase três anos.

Cem dias após o início da guerra no Oriente Médio, os mercados financeiros globais seguem sob pressão direta do conflito. Petróleo, títulos soberanos, inflação e câmbio acumulam distorções que analistas descrevem como as mais persistentes desde a crise financeira de 2008. A guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã ainda não tem prazo para terminar.

Leia também: Por que ações de semicondutores estão derretendo mesmo com os resultados recordes

Bolsas americanas ignoram a guerra

Wall Street surpreendeu. Apesar do conflito, o S&P 500 atingiu novos recordes desde o início das operações militares, sustentado pelo otimismo em torno da inteligência artificial e pela resiliência dos lucros corporativos americanos.

Leia também: Civilização que Trump ameaçou eliminar tem 3 mil anos e já derrotou os maiores impérios da história; conheça o povo persa

“Os mercados de ações subiram com força, mas liderados pelas empresas americanas e asiáticas vistas como beneficiárias diretas dos investimentos em IA”, disse Iain Barnes, diretor de investimentos da Netwealth.

O desempenho das bolsas europeias foi bem mais discreto. O aumento dos custos de energia pesa de forma mais direta sobre as economias do continente, que dependem de importações para abastecer a indústria e os serviços.

Leia também: Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente

Títulos soberanos sob pressão

Os mercados de renda fixa reagiram com mais nervosismo. Os rendimentos dos Treasuries americanos de 30 anos atingiram o nível mais alto desde antes da crise financeira global, refletindo apostas em inflação mais alta e política monetária mais restritiva.

Os gilts britânicos, títulos do governo do Reino Unido, registraram perdas ainda mais acentuadas, afetados tanto pela guerra quanto por instabilidades políticas internas.

Neil Birrell, diretor de investimentos da Premier Miton Investors, avaliou que os mercados de títulos precificam “algo real para se preocupar”. Para ele, a duração de uma inflação elevada importa mais do que o pico absoluto das taxas.

“Com a situação atual parecendo duradoura, o crescimento econômico vai sofrer e os rendimentos dos títulos devem continuar elevados”, disse Birrell.

Petróleo alto, mas longe do pico

O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo exportado do Golfo Pérsico, permanece fechado desde o início do conflito. O bloqueio gerou oscilações bruscas nos preços do petróleo ao longo dos 100 dias.

Os preços recuaram em relação às máximas da guerra, mas ainda operam em níveis muito acima dos registrados antes do conflito. O Brent, referência global, está cerca de 36% acima do preço pré-guerra. O WTI americano acumula alta de quase 50% no mesmo período.

Para absorver parte do impacto, importadores buscaram fornecedores alternativos. Os Estados Unidos ampliaram as exportações de petróleo bruto, e alguns países receberam isenções temporárias para importar petróleo iraniano e russo.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Seguir no Google

Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, alertou que se os estoques continuarem caindo ao longo de junho e atingirem níveis operacionais mínimos, “uma volta acima de US$ 100 será iminente”.

Guerra eleva inflação em economias desenvolvidas

Os dados econômicos já registram o impacto da guerra além dos mercados financeiros. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor chegou a 3,8% em abril, a taxa anual mais alta em quase três anos. O petróleo caro encarece gasolina, querosene de aviação e gás — insumos que atravessam toda a cadeia de consumo.

Outros países adotaram intervenções diretas para conter a alta de preços. Alemanha e Índia anunciaram medidas específicas para amortecer o choque energético sobre a população.

Paul Surguy, diretor-executivo do Kingswood Group, questionou se os mercados desenvolveram uma “indiferença coletiva à guerra global”. Para ele, a combinação de gastos militares em alta e suporte popular ao conflito em queda indica que “ambos os lados buscam uma saída que preserve a imagem”. É esse cálculo, segundo Surguy, que molda as perspectivas de longo prazo para o petróleo.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Conflito no Oriente Médio