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Terremoto de magnitude 7,1 deixa mortos, derruba prédios e paralisa transportes no Japão

Publicado 28/07/2026 • 09:34 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Terremoto de magnitude 7,1 deixa ao menos 50 feridos e provoca desabamentos no sudoeste do Japão.
  • Tremor interrompe serviços de trens e voos e deixa cerca de 48 mil imóveis sem energia elétrica.
  • TSMC, Sony e Fujifilm retiram funcionários de fábricas na ilha de Kyushu por precaução.
Parede externa de uma loja desabada após terremoto em Kumamoto, no Japão

JIJI Press/AFP

Parede externa de uma loja desabou após o terremoto em Kumamoto, no Japão, em 28 de julho de 2026.

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sudoeste do Japão nesta terça-feira (28), deixando ao menos 50 pessoas hospitalizadas, provocando desabamentos e interrompendo o fornecimento de energia elétrica a milhares de imóveis. O tremor ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília), na província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

O abalo atingiu o nível 7, o máximo da escala japonesa Shindo, que mede a intensidade com que os tremores são sentidos em cada região. Segundo a emissora pública NHK, ao menos 50 pessoas foram levadas a hospitais. Doze imóveis desabaram, e havia pessoas presas em quatro deles.

Pessoas também ficaram presas em um shopping da rede Aeon que desabou parcialmente, segundo a Reuters. Uma explosão ocorreu no local após o terremoto, mas a causa ainda não havia sido identificada. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que o governo ainda avalia a extensão dos danos. “Quedas de energia e incêndios estão acontecendo em algumas áreas. Estradas e pontes foram danificadas e edifícios desabaram”, afirmou.

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Cerca de 48 mil imóveis ficaram sem energia, segundo a operadora Kyushu Electric Power. Serviços de telefonia móvel também foram afetados por falhas no fornecimento de energia elétrica e nas redes de transmissão, segundo a imprensa internacional. O terremoto também interrompeu os transportes na região. A operadora JR Kyushu suspendeu a circulação dos trens, incluindo os serviços de alta velocidade, e um trem descarrilou e tombou na estação de Yatsushiro, segundo a Associated Press. O aeroporto de Kumamoto fechou a pista, e voos foram cancelados ou desviados.

Empresas com fábricas em Kyushu retiraram seus funcionários de suas instalações por precaução. A fabricante taiwanesa de semicondutores TSMC confirmou a evacuação de seus trabalhadores de sua unidade na região. Sony e Fujifilm também retiraram funcionários de fábricas locais, segundo a imprensa japonesa.

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A Agência Meteorológica do Japão emitiu inicialmente um alerta para ondas de tsunami de até 1 metro, mas suspendeu a advertência pouco depois. A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão informou que não foram detectadas anomalias nas usinas nucleares da região.

As autoridades alertaram que novos tremores fortes podem ocorrer ao longo de cerca de uma semana e pediram atenção ao risco de deslizamentos de terra.

Kumamoto foi atingida em 2016 por dois terremotos devastadores, que deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos. O Japão está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região de encontro de placas tectônicas com intensa atividade sísmica e vulcânica.

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