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Terremoto trava exportações de café da Colômbia e afeta embarques de US$ 13,3 milhões por dia
Publicado 12/08/2026 • 12:12 | Atualizado há 39 minutos
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Publicado 12/08/2026 • 12:12 | Atualizado há 39 minutos
KEY POINTS
Jimysantandef / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Porto de Buenaventura, na Colômbia.
As exportações de café da Colômbia estão praticamente paralisadas após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10), segundo a Asoexport, associação que representa os exportadores do setor. Bloqueios nas principais estradas de acesso ao Porto de Buenaventura impedem que as cargas cheguem normalmente ao principal porto de saída do grão colombiano pelo Pacífico.
Em entrevista ao jornal colombiano La República, o presidente-executivo da Asoexport, Gustavo Gómez, afirmou que ainda podem ocorrer operações isoladas, mas que as exportações de café estão praticamente paradas. Segundo ele, não há previsão oficial para a normalização completa das vias de acesso a Buenaventura.
O impacto econômico ainda não pode ser considerado perda definitiva, já que parte das cargas pode ser embarcada posteriormente. Os números, porém, dão dimensão do fluxo afetado.
Segundo o Departamento Administrativo Nacional de Estatística da Colômbia (Dane), as exportações de café sem torrar somaram US$ 2,4 bilhões entre janeiro e junho deste ano, uma queda de 11,6% em relação aos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Considerando o valor exportado no primeiro semestre, o fluxo médio é de cerca de US$ 13,3 milhões por dia. O cálculo não representa dinheiro já perdido pelo setor, mas indica a ordem de grandeza das vendas externas que podem sofrer atrasos enquanto os embarques permanecerem prejudicados.
Também de acordo com a La República, a Colômbia exporta aproximadamente 1 milhão de sacas de 60 quilos por mês. Nesse ritmo, cada dia de interrupção equivale a mais de 30 mil sacas, ou cerca de 2 mil toneladas de café, cujo embarque pode ser postergado.
Leia também: Terremoto na Colômbia gera impacto na produção cafeeira e pode abrir espaço para exportadores brasileiros
A estrada entre Cali e Buenaventura permanece interrompida em diversos pontos, principalmente nas proximidades dos túneis de acesso ao porto. Segundo a Asoexport, os bloqueios impedem o transporte normal de cargas do interior do país até Buenaventura.
A entidade afirma que ainda não recebeu uma comunicação oficial indicando quando a estrada será totalmente reaberta. Mesmo após a liberação das vias, o acúmulo de café pode provocar novos atrasos, congestionamentos e gargalos nos terminais portuários.
Segundo o Comunicaffè, operadores dos terminais de Buenaventura estão avaliando os danos e suspenderam ou restringiram o recebimento de cargas de café.
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Siga o Times | CNBCCartagena e Santa Marta, no Caribe colombiano, não registraram interrupções relevantes e aparecem como alternativas para parte dos embarques previstos para Buenaventura.
O redirecionamento das cargas, porém, esbarra na escassez de caminhões disponíveis para transportar o café das regiões produtoras até os portos do norte do país, segundo a Asoexport.
Até o momento, não há confirmação de que volumes relevantes tenham sido efetivamente redirecionados e embarcados pelos terminais do Caribe.
A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) anunciou um levantamento para avaliar os danos nas regiões produtoras atingidas pelo terremoto. A análise deverá incluir moradias e estruturas utilizadas na produção, como secadores, sistemas de água e equipamentos.
Segundo a FNC, o trabalho abrangerá produtores de Risaralda, Valle del Cauca, Caldas, Antioquia, Chocó e Quindío. Ainda não há um balanço consolidado das perdas físicas na produção.
Segundo a Asoexport, as operações são afetadas por cortes de energia, problemas de comunicação, dificuldades de deslocamento dos trabalhadores e impactos sobre funcionários que perderam suas casas. Até agora, não foram relatados danos estruturais graves nas unidades de processamento de café.
Os futuros do café arábica também reagiram às preocupações quanto aos efeitos do terremoto sobre a oferta colombiana.
Segundo o Comunicaffè, o contrato de setembro avançou 1%, para 335,75 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o vencimento de dezembro subiu 0,6%, para 315,70 centavos de dólar por libra-peso, na terça-feira (11). O veículo classificou o impacto do noticiário colombiano sobre os preços no fechamento como moderado.
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