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Trump e Canadá: como tacos de hóquei, quebra-cabeças e perucas entraram na guerra comercial
Publicado 29/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Canva
Trump e Canadá: como tacos de hóquei, quebra-cabeças e perucas entraram na guerra comercial
As tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá aumentaram neste fim de semana, depois que as negociações entre os dois países fracassaram e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que as nações estão em uma espécie de guerra econômica. O impasse ocorreu após o governo de Donald Trump ampliar a pressão sobre produtos canadenses e preparar tarifas de até 50% sobre uma série de mercadorias.
A disputa, que envolve setores importantes das duas economias, também atingiu produtos pouco associados a conflitos comerciais. Tacos de hóquei, quebra-cabeças, perucas, patins, bicicletas e até antiguidades aparecem entre os itens incluídos nas listas tarifárias dos Estados Unidos.
As medidas anunciadas pelo governo Trump foram direcionadas principalmente a setores considerados estratégicos, como automóveis, bebidas alcoólicas e produtos lácteos. As listas, porém, são muito mais amplas e incluem centenas de mercadorias.
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Entre os produtos relacionados ao setor de laticínios estão leite, creme de leite e proteína do soro do leite. Outros itens também foram incluídos, como melaço de cana e determinados xaropes mistos.
O famoso xarope de bordo canadense, um dos produtos mais conhecidos do país, não aparece entre os itens atingidos nessa relação específica, de acordo com Forbes.
O hóquei, esporte profundamente associado à cultura canadense, também acabou envolvido na guerra comercial. Equipamentos utilizados no hóquei no gelo e no hóquei em campo estão entre os produtos sujeitos às medidas. A lista inclui ainda outros artigos esportivos, como equipamentos de golfe, patins de gelo e varas de pesca.
A abrangência das tarifas mostra como a disputa deixou de se concentrar apenas em grandes indústrias. Produtos destinados diretamente ao consumidor também passaram a fazer parte da estratégia comercial adotada pelos Estados Unidos.
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A lista americana inclui diversos tipos de roupas e acessórios. Camisetas, calças, suéteres, casacos, jaquetas, ternos e blazers masculinos aparecem entre os produtos afetados.
A relação também chega a itens menos comuns em uma disputa tarifária. Cintos, joias, chapéus e diferentes tipos de perucas estão incluídos.
Até produtos utilizados para caracterização, como barbas e sobrancelhas artificiais, foram relacionados entre as mercadorias que podem sofrer com as novas tarifas.
A ofensiva comercial também alcança ferramentas e componentes. Chaves inglesas, lâminas de motosserra, ancinhos e marretas estão entre os itens citados.
No setor de tecnologia, smartphones, câmeras de televisão, equipamentos de radar, monitores de vídeo e peças utilizadas na fabricação de equipamentos eletrônicos também aparecem nas listas.
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A abrangência das medidas aumenta o potencial impacto sobre empresas que dependem de cadeias de fornecimento entre os dois países.
Produtos ligados ao lazer também foram incluídos. Bicicletas, quebra-cabeças, modelos para montagem e diferentes artigos recreativos aparecem entre os bens que podem ser afetados.
Consoles de videogame e jogos de fliperama operados por moedas ou fichas também estão na relação. Itens relacionados a festas e celebrações seguem a mesma lógica. Decorações de Natal, enfeites e outros artigos festivos, carnavalescos ou destinados ao entretenimento estão entre os produtos alcançados pelas medidas.
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Siga o Times | CNBCA lista americana vai além de produtos industriais e de consumo. Pinturas, esculturas, obras de arte, selos, estatuetas e outros objetos de coleção também foram incluídos.
Peças arqueológicas e antiguidades com mais de 100 anos e até 250 anos aparecem entre os produtos relacionados nas medidas. Malas, baús, nécessaires e outros tipos de bolsas também estão entre as mercadorias afetadas.
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Itens de origem animal também entraram no conflito comercial. Penas de ganso, cascos de tartaruga, chifres e couros de bovinos e répteis estão entre os produtos listados.
A relação inclui ainda equipamentos destinados a animais, como coleiras, guias, focinheiras e arreios para cães. Artigos de selaria também aparecem entre os produtos sujeitos às medidas.
A reação do governo canadense veio após o fracasso das negociações comerciais. Carney afirmou que o Canadá pretende responder às novas tarifas americanas com medidas equivalentes.
Segundo o primeiro-ministro, o país deverá aplicar tarifas na mesma proporção para proteger trabalhadores, agricultores, famílias e empresas canadenses.
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Os setores americanos que devem ser atingidos incluem aço, produtos lácteos, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose e papel e produtos eletrônicos. Os detalhes das novas medidas canadenses devem ser apresentados pelo governo nos próximos dias.
As negociações entre Washington e Ottawa foram interrompidas depois que Carney decidiu retirar os negociadores canadenses das conversas.
O governo canadense havia recebido um prazo para tentar chegar a um novo entendimento comercial com os Estados Unidos após as ameaças de tarifas anunciadas em julho.
Carney afirmou que as mudanças apresentadas pelos Estados Unidos no fim das negociações tornaram o acordo proposto inadequado para o Canadá. A disputa agora entra em uma nova fase, com os dois países preparando novas barreiras comerciais.
Segundo Carney, as novas tarifas americanas atingem aproximadamente US$ 28 bilhões em mercadorias. O valor ajuda a dimensionar o alcance da disputa, que começou concentrada em setores específicos e passou a envolver uma extensa variedade de produtos.
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Com a resposta canadense em preparação, empresas dos dois lados da fronteira podem enfrentar custos maiores e novas dificuldades para importar e exportar mercadorias. O conflito também aumenta a incerteza para consumidores que dependem de produtos fabricados ou comercializados entre Estados Unidos e Canadá.
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