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Preços do petróleo recuam após Trump abandonar taxa de proteção de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz

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Trump diz que acordo sobre Ormuz é melhor que pedágio e promete bilhões em investimentos nos EUA

Publicado 14/07/2026 • 15:36 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Trump afirmou que Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos ampliarão investimentos nos EUA.
  • O presidente disse que cobrar pedágio pela navegação no Estreito de Ormuz seria "injusto".
  • Republicano voltou a defender o memorando com o Irã e indicou novas sanções ao país e ao Hezbollah.
Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que os acordos comerciais e de investimentos firmados com países do Golfo são mais vantajosos do que a proposta de cobrar um pedágio de 20% pela navegação no Estreito de Ormuz.

Segundo Trump, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outros países da região concordaram em ampliar investimentos já existentes na indústria americana, embora ele não tenha detalhado como os acordos funcionarão.

“Não gosto da ideia de cobrar uma taxa. Não acho que qualquer um deveria cobrar a passagem por uma rota marítima internacional. Ninguém deveria receber nada por esse controle”, afirmou a jornalistas.

O presidente acrescentou que o novo entendimento garantirá “bilhões de dólares investidos na indústria dos EUA”.

Leia também: Trump recua de cobrar taxa de 20% em Ormuz, diz que irá manter bloqueio e aposta em acordos com países do Golfo

Defesa da navegação

Trump voltou a dizer que seria injusto os Estados Unidos arcarem sozinhos com a proteção da rota marítima, por onde passa parte relevante do comércio global de petróleo.

Questionado sobre a segurança da região, afirmou que não faz sentido garantir a livre navegação para embarcações de todos os países, incluindo a China, sem que haja alguma contrapartida.

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“Nunca me pareceu justo defender o Estreito de Ormuz sem receber nada em troca, mas o novo acordo é muito melhor”, disse.

Irã e novas sanções

O presidente também negou arrependimento pelo memorando de entendimento firmado com o Irã para tentar encerrar o conflito entre os dois países. Segundo Trump, Washington deu ao governo iraniano a oportunidade de negociar antes da retomada dos confrontos.

“Quis dar aos iranianos uma chance de fazer um acordo, mas eles atiraram primeiro”, afirmou.

Trump ainda minimizou o risco de novos ataques iranianos contra países vizinhos e declarou que as forças americanas destruíram “quase toda a capacidade militar iraniana”.

Além disso, disse que avalia incluir o Irã e o Hezbollah, grupo armado libanês, no pacote de sanções contra a Rússia em discussão no Congresso americano. Sobre a China, afirmou que o governo não prepara, neste momento, sanções secundárias contra Pequim.

As declarações foram feitas após reunião com o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, na Casa Branca. Durante o encontro, Trump classificou o Irã como um “oponente” comum dos Estados Unidos, do Iraque e de outros países do Oriente Médio e afirmou que Teerã era o “valentão” da região, mas que o país foi desestabilizado pelos ataques americanos.

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