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Cecafé mantém expectativa de isenção para café em decisão dos EUA sobre tarifas
Publicado 14/07/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora
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Ainda existe espaço para que o café solúvel seja incluído na lista de exceções das tarifas americanas, afirmou nesta terça-feira (14) Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, as audiências da investigação da Seção 301 demonstraram uma abordagem mais técnica por parte das autoridades dos Estados Unidos, fortalecendo os argumentos apresentados pelo setor.
“Se podemos ter algum otimismo sobre a ampliação da lista de exceções, é justamente pelo nível de compreensão do impacto para o consumidor americano e da agregação de valor que o café brasileiro gera para a economia dos Estados Unidos”, afirmou.
Matos destacou que o Cecafé participou das duas audiências da investigação comercial e percebeu uma mudança significativa na condução dos debates em comparação ao ano passado. Segundo ele, as discussões deixaram de lado questionamentos considerados superficiais e passaram a focar nos efeitos econômicos das tarifas.
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“As perguntas foram muito técnicas. Houve interesse em entender como o café solúvel agrega valor para a indústria americana e ajuda a estabilizar preços. Isso mostra que o debate evoluiu bastante”, disse.
Apesar disso, o executivo reconheceu que fatores políticos ainda podem influenciar a decisão final da Casa Branca. Para ele, o cenário internacional e a estratégia comercial do presidente Donald Trump mantêm elevado o grau de incerteza.
O diretor-geral do Cecafé ressaltou que Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de interdependência no mercado cafeeiro. Enquanto os norte-americanos são os maiores consumidores mundiais da bebida, o Brasil lidera a produção e as exportações globais.
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Segundo Matos, o café solúvel atende diretamente cerca de 11 milhões de consumidores americanos, número que supera 50 milhões quando consideradas bebidas industrializadas, como cafés gelados e produtos prontos para consumo.
“Estamos falando de um insumo essencial para uma indústria que agrega valor dentro dos Estados Unidos e atende milhões de consumidores diariamente”, explicou.
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Siga o Times | CNBCMatos afirmou que o setor brasileiro atuou em conjunto com entidades americanas durante a investigação para demonstrar a importância econômica do café brasileiro. O trabalho contou com a participação da National Coffee Association e da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
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“Conseguimos mostrar que o café solúvel brasileiro permite que a indústria americana continue desenvolvendo produtos e agregando valor. As perguntas feitas aos representantes seguiram exatamente essa linha de raciocínio”, afirmou.
O executivo lembrou que o mercado americano representa aproximadamente US$ 2,5 bilhões (R$ 12,73 bilhões) para as exportações brasileiras de café, reforçando a importância da manutenção das exceções tarifárias.
Na avaliação de Matos, a disputa evidencia a necessidade de o Brasil ampliar sua rede de acordos comerciais. Ele observou que concorrentes como o Vietnã e o México já contam com condições tarifárias mais favoráveis em mercados estratégicos.
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Segundo ele, o Vietnã deve ultrapassar o Brasil neste ano como maior exportador mundial de café solúvel, beneficiado por acordos comerciais que eliminam tarifas em diversos destinos.
“A palavra de ordem para o café solúvel é acordo comercial. O Brasil precisa avançar nessa agenda para recuperar competitividade e reduzir sua vulnerabilidade às barreiras tarifárias”, disse.
Mesmo diante da expectativa pela decisão americana, Matos afirmou que o setor continuará dialogando com autoridades dos dois países para buscar a inclusão definitiva do café solúvel entre os produtos isentos.
“Vamos continuar trabalhando ao lado das equipes de negociação do Brasil e dos Estados Unidos para que todo o café brasileiro permaneça isento dessas tarifas”, concluiu.
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