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Trump e presidente do Irã assinam acordo de paz; memorando prevê fim imediato do conflito
Publicado 17/06/2026 • 19:18 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/06/2026 • 19:18 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou um acordo com o Irã destinado a encerrar o conflito no Oriente Médio, segundo confirmou um funcionário do governo americano à AFP nesta quarta-feira (17).
Uma reportagem do Axios informou que o documento foi assinado por Trump durante um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron, realizado no Palácio de Versalhes após o encerramento da cúpula do G7.
“Acabei de assinar”, disse Trump aos repórteres ao sair do palácio.
Leia Mais: Estados Unidos divulgam texto do acordo com o Irã
As autoridades dos dois países confirmaram a informação e classificaram o entendimento como um passo decisivo para encerrar o conflito no Oriente Médio com efeito imediato.
De acordo com o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, o foco agora está na implementação das medidas previstas no acordo. Pelos termos do entendimento, Teerã concordou em diminuir seu estoque de urânio enriquecido e adequá-lo aos limites definidos durante as tratativas diplomáticas.
O acordo visa pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, que levou o Irã a contra-atacar com mísseis e drones em toda a região, fechando efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para a economia mundial. Os EUA responderam bloqueando a navegação de e para os portos iranianos.
Nos termos do acordo, Washington também se compromete a suspender imediatamente as sanções ao petróleo que prejudicam a economia do Irã.
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Siga o Times | CNBCComo parte do entendimento negociado entre Washington e Teerã, os Estados Unidos deverão apoiar a criação de um fundo de US$ 300 bilhões voltado à reconstrução do Irã após a conclusão de um acordo definitivo sobre o programa nuclear do país. Os recursos seriam financiados com apoio de países da região.
Inicialmente, a formalização do acordo seria conduzida pelo presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. No entanto, o governo iraniano informou posteriormente que uma cerimônia presencial deixou de ser necessária.
Apesar disso, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que uma solenidade oficial está programada para sexta-feira, na Suíça. Segundo ele, o encontro marcará o início da fase técnica das negociações e dos procedimentos necessários para implementar os compromissos assumidos pelas partes.
Com a formalização do entendimento entre as partes, terá início uma fase de implementação e monitoramento que deve se estender pelos próximos dois meses. Entre as primeiras medidas previstas está a retomada da circulação marítima pelo Estreito de Ormuz, considerado um dos corredores mais estratégicos para o comércio global de petróleo.
Pelos termos negociados, Teerã concordou em reduzir suas reservas de urânio enriquecido por meio de um processo supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à ONU responsável pelo monitoramento nuclear.
Em contrapartida, o acordo abre caminho para a ampliação do apoio econômico internacional ao Irã. Autoridades americanas, porém, ressaltaram que os Estados Unidos não assumiram compromisso direto de aportar recursos financeiros ao país.
A expectativa de uma redução das tensões geopolíticas vinha pressionando os preços do petróleo para baixo nos últimos dias. No entanto, dúvidas sobre a conclusão do acordo provocaram volatilidade no mercado nesta quarta-feira, levando as cotações a registrarem uma alta temporária de cerca de 5% antes de encerrarem o dia mais estáveis.
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