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UE concorda em dobrar tarifas sobre aço estrangeiro
Publicado 13/04/2026 • 19:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/04/2026 • 19:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Na segunda-feira (13), parlamentares e países da União Europeia concordaram em dobrar as tarifas sobre o aço estrangeiro, a fim de proteger a indústria bélica em dificuldades da inundação de exportações chinesas baratas.
Os governos da União Europeia e representantes do parlamento chegaram a um acordo no final da noite para aumentar as taxas sobre as importações de aço para 50% e reduzir em 47% o volume permitido antes da aplicação das tarifas.
“A configuração e a posição global do setor siderúrgico europeu são fundamentais para a nossa autonomia estratégica e força industrial. Portanto, não podemos nos dar ao luxo de ignorar a sobre capacidade global que está atingindo níveis críticos”, comentou o chefe de comércio da UE, Maros Sefcovic.
“O resultado de hoje ajuda a trazer a estabilidade tão necessária para que nossos produtores prosperem na Europa.”
Nos termos do acordo, que surge na sequência de uma proposta apresentada pela Comissão Europeia no ano passado, as quotas de importação isentas de tarifas serão reduzidas para 18,3 milhões de toneladas por ano – o volume total de aço que a UE importou em 2013.
Esse ano foi escolhido porque a UE considera que o mercado ficou desequilibrado a partir desse momento devido ao excesso de produção – principalmente por causa da China, que subsidia maciçamente as siderúrgicas locais e agora produz mais da metade do aço mundial.
As novas medidas serão aplicadas a produtos importados de todos os países, exceto dos membros do Espaço Econômico Europeu: Islândia, Liechtenstein e Noruega.
Elas substituirão o atual regime de salvaguardas, que impõe tarifas de 25% além das quotas de importação estabelecidas, mas que termina no final de junho.
O acordo é provisório e precisa ser oficialmente aprovado pelo Conselho Europeu, que representa os Estados-Membros, e pelo Parlamento Europeu antes de ser formalmente adotado.
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