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UE exclui Brasil de lista sanitária e acende alerta no setor de carnes

Publicado 12/05/2026 • 20:33 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Brasil foi preliminarmente excluído de lista da União Europeia sobre novas regras sanitárias para produtos de origem animal, gerando preocupação no agronegócio.
  • A medida ocorre em meio a pressões internas na UE contra o acordo Mercosul-União Europeia, com impacto potencial estimado em até US$ 2 bilhões para o Brasil.
  • Especialistas apontam que o Brasil precisará reforçar e comprovar seus sistemas de controle sanitário para atender exigências europeias e evitar prejuízos comerciais.

A exclusão preliminar do Brasil de uma lista da União Europeia sobre novas regras sanitárias para produtos de origem animal acendeu um alerta no setor produtivo.

Denilde Holzhacker, cientista política, explicou que a medida foi inesperada para a diplomacia brasileira: “O governo brasileiro não estava esperando que essa medida fosse tomada. Como nós assinamos o acordo União Europeia-Mercosul, que entrou em vigência provisória no dia primeiro, imaginava-se que parte desses problemas já teria sido resolvida, mas o Brasil ainda sofrerá instabilidades do mercado europeu”.

A especialista destacou que a pressão interna no Velho Continente influencia as barreiras técnicas, podendo gerar perdas estimadas em US$ 2 bilhões (R$ 9,82 bilhões). “Isso ocorre porque os produtores europeus têm sido muito fortes na pressão contra o acordo Mercosul-União Europeia, afirmando que o Mercosul não segue todas as regras e gera uma competição desleal. Isso mostra que divisões dentro da União Europeia podem afetar o Brasil com perdas bastante grandes”, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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Para a professora, a situação exige que o Brasil aprimore e comprove a eficácia de seus sistemas de monitoramento para reverter o cenário até setembro. Ela sugeriu que o governo já deveria estar em conversas com órgãos europeus para demonstrar que a carne brasileira segue todas as normas exigidas. Segundo ela, o que os produtores europeus alegam é que o Brasil não possui um sistema de controle realmente eficaz, e é necessário responder a essa demanda para não afetar toda a cadeia produtiva.

Holzhacker ponderou que, embora a excelência do produto brasileiro seja reconhecida globalmente, as exigências fitossanitárias são ferramentas comuns de negociação. Do ponto de vista político, ela avaliou que não se trata de uma retaliação, mas de uma tática dos produtores que pressionam para que os países apresentem comprovações. Isso força o sistema brasileiro a se tornar ainda mais eficaz no controle, já que outros mercados, como o chinês e o do Oriente Médio, também fazem exigências semelhantes.

Por fim, a cientista política ressaltou que falhas de fiscalização apontadas por missões estrangeiras em território nacional corroboram o endurecimento europeu. “Neste caso, uma associação irlandesa percebeu que havia falta de controle dos órgãos de fiscalização em várias situações na produção de carne. É também um dever nosso ser capaz de demonstrar que temos qualidade e que seguimos efetivamente todas as regras internacionais”.

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