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Viagens: por quais destinos os ricos estão trocando os hotéis de luxo

Publicado 30/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Viajantes ricos estão trocando hotéis tradicionais por lodges isolados em meio à natureza.
  • Lapônia, Suécia, Nova Zelândia, Botsuana, Butão, Escócia e Islândia ganham espaço no turismo de luxo.
  • Privacidade, exclusividade e experiências únicas passaram a pesar mais na escolha do destino.

Foto: Canva

Por quais destinos os ricos estão trocando os hotéis de luxo

Desde o fim da pandemia, uma parcela dos viajantes mais ricos passou a mudar a forma de escolher onde passar as férias. Em vez dos hotéis de luxo tradicionais e dos destinos mais conhecidos, a preferência tem se voltado para regiões remotas, cercadas por natureza e com acesso restrito. A busca combina experiências exclusivas, privacidade e atendimento personalizado, sem abrir mão do conforto.

A mudança aparece em diferentes partes do mundo, de áreas próximas ao Ártico a regiões selvagens da Nova Zelândia, da Lapônia finlandesa aos safáris africanos.

São lugares onde chegar pode exigir helicóptero, trenó puxado por cães, moto de neve ou longos deslocamentos. Para esse público, a dificuldade de acesso deixou de ser um problema e passou a fazer parte da experiência, segundo o Robb Report.

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O que os ricos estão procurando?

A mudança indica uma transformação no conceito de luxo. Durante anos, hotéis em cidades como Paris, Londres, St. Moritz e destinos litorâneos famosos foram símbolos de status.

Agora, uma parcela desse público procura justamente o contrário. Menos exposição, menos aglomeração e mais distância dos circuitos tradicionais.

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Privacidade se tornou um dos principais atributos. Para viajantes que já têm acesso aos melhores hotéis e resorts do mundo, uma experiência difícil de encontrar e impossível de reproduzir em escala pode ter mais valor do que uma hospedagem conhecida.

Confira a seguir os novos destinos preferidos:

Suécia

Riksgränsen, no norte da Suécia, é um dos destinos que ganhou espaço. Próxima ao Círculo Polar Ártico, a pequena estação de esqui atrai visitantes interessados em heliski, snowboard e experiências na neve. A Niehku Mountain Villa oferece 14 quartos, sauna, camas de alto padrão e uma adega com cerca de 3 mil garrafas.

Finlândia

Na Lapônia finlandesa, novos lodges apostam em hospedagens privativas cercadas pela natureza. O Octola II Ultra Lodge recebe até 17 pessoas e conta com suítes, saunas, spa, academia e espaço para observar a Aurora Boreal. O acesso pode envolver helicóptero, moto de neve ou trenó puxado por cães.

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Nova Zelândia e África

Na Nova Zelândia, a Flockhill combina hospedagem sofisticada com montanhas e grandes áreas naturais. Em Botsuana, os lodges de safári oferecem conforto enquanto os visitantes exploram áreas de vida selvagem. A experiência passa a ser o principal produto da viagem.

Butão, Escócia e Islândia

O movimento também chegou ao Butão, onde lodges como os da Amankora combinam natureza e cultura local. Na Escócia, a Wildland aposta em propriedades cercadas por áreas naturais.

Na Islândia, a Eleven Deplar Farm funciona em uma antiga fazenda de ovelhas e oferece uma experiência exclusiva no norte do país.

Novo conceito de luxo

A mudança revela uma nova ideia de luxo. Em vez de destinos badalados e hotéis conhecidos, parte dos viajantes de alta renda busca silêncio, exclusividade e experiências difíceis de reproduzir. Grandes redes também acompanham o movimento e ampliam a oferta de casas, vilas e residências privadas.

Para esse público, o luxo agora pode estar justamente em ficar longe de tudo. O crescimento desse modelo não passou despercebido pelas grandes empresas do setor.

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Marcas como Four Seasons, Aman e One&Only vêm ampliando sua atuação em casas, vilas e residências particulares. A estratégia acompanha a preferência por estadias mais exclusivas e personalizadas.

O movimento mostra que o mercado de luxo não está necessariamente diminuindo. Ele está mudando de endereço.

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O novo símbolo de status pode não ser uma suíte com vista para uma cidade famosa, mas uma propriedade cercada por neve, montanhas, floresta ou deserto, onde poucos viajantes conseguem chegar. Para esse público, a distância passou a ter valor. Quanto mais difícil chegar, maior pode ser a sensação de luxo e exclusividade.

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