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Family Offices: Fernanda Rocha explica por que famílias estão profissionalizando a gestão
Publicado 29/12/2025 • 20:32 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 29/12/2025 • 20:32 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
As Family Offices, estruturas dedicadas à gestão do patrimônio de famílias de alta renda, têm ganhado um protagonismo sem precedentes no cenário global.
A consultoria Deloitte estima que o volume administrado por essas organizações chegue a quase US$ 7 trilhões (cerca de R$ 39 trilhões, na cotação atual), com mais de 8 mil unidades operando mundialmente.
Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e comentarista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, explicou as vantagens dessa gestão profissionalizada e centralizada e definiu o modelo como um “clínico geral personalizado que vai te pegar pelo braço” para organizar o patrimônio de forma holística.
Fernanda Rocha destaca que o grande diferencial de uma Family Office não reside apenas na alocação financeira isolada, mas em uma estratégia que engloba a totalidade dos ativos da família de forma coordenada. Segundo a assessora, o benefício central é a capacidade de olhar para o patrimônio de forma integrada, evitando sobreposições de riscos e garantindo uma eficiência tributária superior.
“O principal é a visão de longo prazo e visão integrada, visão do todo. Então, esse patrimônio não é visto apenas na parte financeira, e sim observado como um todo. Há toda uma gestão de governança, de riscos. Tudo isso consegue melhorar uma eficiência tributária”, explica.
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Essa abordagem holística permite uma previsão muito mais assertiva para a gestão de riscos, especialmente no que tange à parte cambial e de hedge, garantindo liquidez para as diversas necessidades da família sem comprometer a longevidade dos ativos.
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Siga o Times | CNBCUm dos setores que mais tem buscado esse tipo de governança é o agronegócio, onde a linha entre as finanças pessoais e as da empresa rural costuma ser muito tênue. Rocha ressalta que o Family Office atua como um regulador desses limites, protegendo o patrimônio de crises setoriais e garantindo que o crescimento do negócio não signifique uma exposição perigosa para a família.
“No agro, muitas vezes, essa empresa cresce misturando muito o que é pessoa física, o que são os investimentos, o que é a empresa em si. O Family Office vem para fazer essa separação e, com isso, fazer melhores escolhas para não ficar tudo no agro, correndo um risco muito maior e mais elevado“, pontua a especialista. Além disso, a estrutura funciona como um mediador proativo em questões delicadas, como a sucessão familiar.
Ela compara a estrutura a um profissional de saúde de total confiança: “O Family Office é como se fosse aquele clínico geral personalizado que vai te pegar pelo braço e vai falar: agora está na hora da gente dar atenção para essa lei nova, vamos organizar aqui os dividendos, o ITCMD agora entrando num universo mais homogenizado, todos os estados com as mesmas taxas”.
Com a regulamentação da reforma tributária e as novas regras para o imposto sobre heranças e doações (ITCMD), a gestão por Family Offices torna-se ainda mais essencial para evitar que perdas de entes queridos se tornem desastres financeiros. O planejamento antecipado através de holdings, doações em vida e estruturas offshore permite que a sucessão ocorra de forma fluida, sem a necessidade de medidas desesperadas.
Fernanda Rocha alerta para o risco de não se ter essa organização em dia, especialmente diante de encargos elevados. Dessa forma, o Family Office garante que o planejamento sucessório não seja apenas uma resposta burocrática, mas uma estratégia de sobrevivência do patrimônio ao longo de gerações.
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