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Mercado brasileiro sofre impacto de cenário internacional instável
Publicado 13/05/2026 • 06:30 | Atualizado há 30 minutos
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Publicado 13/05/2026 • 06:30 | Atualizado há 30 minutos
KEY POINTS
A recalibração dos riscos de um conflito prolongado no Oriente Médio e as tensões entre potências globais têm mantido os investidores em alerta, pressionando ativos de países emergentes.
Hulisses Dias, mestre em finanças pela Universidade de Sorbonne, destacou que a volatilidade externa reflete diretamente no desempenho da bolsa brasileira, que testa níveis de suporte importantes.
“O mercado está em uma tendência de queda; chegamos perto dos 200.000 pontos no Ibovespa e agora temos um suporte perto de 170 mil a 175.000 pontos. Isso tem relação com o andamento da guerra, impactando o preço do petróleo, que influencia as cotações da Petrobras, as taxas de câmbio e a inflação futura”, afirmou
Em relação ao mercado internacional, Dias apontou que a diplomacia entre grandes potências pode envolver trocas de interesses estratégicos e tecnológicos. Segundo ele, as conversas entre Donald Trump e o presidente chinês devem girar em torno de inteligência artificial e dos acordos comerciais suspensos desde 2025. A China poderia buscar um acordo sobre Taiwan em troca de não se envolver nos assuntos diplomáticos dos Estados Unidos.
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No cenário energético, o analista prevê que a manutenção do preço do petróleo em patamares elevados, entre US$ 90 (R$ 441,90) e US$ 100 (R$ 491,00), trará consequências políticas e sociais severas. Ele acredita que esse conflito tende a se prolongar, o que representaria uma vantagem para o Irã, já que os custos seriam maiores para os Estados Unidos. Essa pressão inflacionária impacta a popularidade de Donald Trump, afetando diretamente o poder de compra da classe média e os gastos com lazer.
No contexto brasileiro, a resiliência do Real frente ao dólar foi atribuída ao fluxo de capital estrangeiro motivado pelas taxas de juros e pelo desempenho das exportações. “O diferencial de juros do Brasil para com os Estados Unidos é o maior responsável por isso; o investidor pega dinheiro barato lá fora e ganha com esse spread aqui. Além disso, a balança comercial teve resultado positivo com o petróleo e commodities agrícolas, o que pode levar o dólar em breve aos R$ 4,60”, sugeriu o mestre em finanças ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“O que eu falo para os meus alunos é: tome cuidado, porque esse dinheiro entra fácil, mas também sai muito rápido da economia. O juro real está atrativo, mas o cenário depende da evolução desses conflitos e da estabilidade das commodities no mercado global”, concluiu.
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