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Lula reage à crise no Rio: combate ao crime deve atingir a espinha dorsal do tráfico
Publicado 29/10/2025 • 22:05 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/10/2025 • 22:05 | Atualizado há 5 meses
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Presidente Lula
Tom Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a operação policial realizada no Rio de Janeiro, afirmando que é preciso de um trabalho coordenado “que atinja a espinha dorsal do tráfico, sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.
“Não podemos aceitar que o crime organizados continue destruindo famílias, oprimindo moradores espalhando drogas e violência”, disse ele em uma publicação feita em sua rede social X, nesta quarta-feira (29).
Na publicação, o presidente afirma que determinou que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se encontrassem com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Lula também defendeu que com a PEC da Segurança, encaminhada ao Congresso, “vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”.
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Megaoperação contra o Comando Vermelho é a mais letal da história do Rio
A megaoperação realizada na terça-feira (28) contra integrantes do Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, já é a mais letal da história do Estado, segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Geni/UFF).
Ao menos 121 pessoas — entre policiais e criminosos — morreram na terça-feira (28), número mais que o dobro da operação do Jacarezinho (2021), que tinha o recorde anterior.
Moradores do Complexo da Penha registraram a localização de cerca de 60 corpos na Praça São Lucas após a operação. De acordo om dados oficiais do governo do Estado, a ação policial resultou na morte de 60 suspeitos e 4 policiais, mas a comunidade afirma que a contagem não inclui todas as vítimas, e que o total de mortes pode chegar a 130. Nota da Defensoria Pública do estado cita “mais de cem mortos”.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o ministro da Justiça e a Polícia Federal deram versões diferentes sobre a articulação e a comunicação em torno da megaoperação policial que deixou, segundo dados da Defensoria Pública do Estado, mais de 100 mortos.
Enquanto Castro defendeu a ação como “um sucesso” e disse que “as únicas vítimas foram os policiais”, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e a Polícia Federal afirmam que não foram comunicados oficialmente sobre a operação e que ela não se enquadrava no tipo de atuação federal.
Durante entrevista coletiva, Castro afirmou ainda que o trabalho foi planejado por mais de um ano e contou com 60 dias de preparação. “Foi uma operação de cumprimento de mandado judicial. Temos muita tranquilidade de defender tudo o que foi feito”, disse. Ele destacou que o Estado está “aberto aos órgãos de controle” e que “quem tiver saído dos ditames da lei tem a lei como guarda-chuva”.
Nesta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também determinou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apresente informações detalhadas sobre a operação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do estado.
A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece diretrizes para a realização de operações policiais em comunidades do Rio. Moraes assumiu temporariamente a relatoria do caso, que estava sob responsabilidade do ministro Luís Roberto Barroso.
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