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Prefeito se opõe a proposta de imposto sobre bilionários na Califórnia; entenda

Publicado 05/01/2026 • 18:47 | Atualizado há 5 dias

KEY POINTS

  • O prefeito de San Jose, Matt Mahan, criticou a proposta de criação de um imposto único de 5% sobre o patrimônio de bilionários na Califórnia, que poderá ser submetida à votação popular
  • Investidores e executivos do setor de tecnologia afirmam que a medida pode estimular a saída de empresas e empreendedores do estado, ampliando o debate dentro do Partido Democrata
  • A proposta, chamada de 2026 Billionaire Tax Act, busca arrecadar recursos para o sistema de saúde estadual e ainda precisa reunir cerca de 875 mil assinaturas para ir a voto
California

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Reprodução: Pixabay

O prefeito de San Jose, na Califórnia, Matt Mahan, se posicionou contra uma proposta de iniciativa estadual que prevê a criação de um imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de bilionários, que será submetida à votação popular.

Mahan, que assumiu o comando da maior cidade do Vale do Silício em 2023, afirmou em publicações nas redes sociais nesta segunda-feira (5) que a medida acabaria gerando custos para a maioria dos moradores do Estado. Segundo ele, a Califórnia precisa de crescimento econômico amplo, e não de políticas que prejudiquem o setor de inovação.

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San Jose tem população estimada em pouco menos de 1 milhão de habitantes, segundo dados do Censo dos Estados Unidos, e é a terceira maior cidade da Califórnia, atrás apenas de Los Angeles e San Diego.

Investidores e executivos do setor de tecnologia têm se manifestado de forma crescente contra a proposta, sob o argumento de que o imposto incentivaria empresas e empreendedores a deixarem o estado. O tema também gerou tensões dentro do Partido Democrata, especialmente para o deputado Ro Khanna, que representa parte do Vale do Silício, diante da ameaça de antigos apoiadores do setor apoiarem um adversário nas primárias.

O investidor Vinod Khosla afirmou recentemente que, mesmo que a proposta não seja aprovada, o simples debate já estaria estimulando planos de mudança para outros estados. Outros nomes de peso do setor de tecnologia também indicaram a possibilidade de deixar a Califórnia, segundo reportagens da imprensa americana.

Mahan afirmou que afastar bilionários pode parecer atraente no curto prazo, mas que, ao longo do tempo, trabalhadores e famílias acabariam arcando com os custos. Segundo ele, os prejuízos se refletiriam em maior pressão sobre o financiamento de serviços públicos e infraestrutura.

O prefeito disse ainda que o enfrentamento da desigualdade de renda passa por soluções como o fechamento de brechas fiscais em nível nacional, que permitem que grandes fortunas deixem de pagar impostos sobre ganhos de capital.

A proposta, chamada de 2026 Billionaire Tax Act, é defendida pelo sindicato Service Employees International Union–United Healthcare Workers West. O plano prevê a cobrança de um imposto único de 5% sobre os ativos de bilionários residentes na Califórnia para ajudar a cobrir um déficit projetado no orçamento estadual de saúde.

Caso consiga o número necessário de assinaturas, a iniciativa será submetida à votação popular. A legislação exige cerca de 875 mil assinaturas para que a proposta seja incluída na cédula eleitoral. Se aprovada, a cobrança teria efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026.

Os autores da proposta estimam que o imposto poderia arrecadar cerca de US$ 100 bilhões até 2031, com base na taxação das 200 pessoas mais ricas do estado. A Califórnia tinha mais de 39 milhões de habitantes no início de 2025, segundo dados oficiais.

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Um dos principais pontos de preocupação entre investidores é o fato de que o imposto incidiria sobre ganhos não realizados. Isso significa que fundadores de startups com patrimônio acima de US$ 1 bilhão, baseado no valor estimado de ações privadas, poderiam ser tributados mesmo sem liquidez.

A equipe do deputado Ro Khanna afirmou que ele apoia um imposto moderado sobre grandes fortunas para enfrentar a desigualdade e ampliar o acesso à saúde, mas defende ajustes para casos de empresas que ainda não são lucrativas e cujos ativos não podem ser facilmente convertidos em dinheiro.

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