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Presidente da CPMI do INSS faz acordo para ter depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro
Publicado 26/02/2026 • 10:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/02/2026 • 10:07 | Atualizado há 2 meses
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José Cruz / Agência Brasil
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pode-MG)
Com pouco mais de um mês para o fim da CPMI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pode migrar para o Republicanos, partido que é controlado no Estado por um investigado no esquema de fraudes a aposentados.
Presidente do diretório mineiro da legenda, o deputado federal Euclydes Pettersen é investigado pela Polícia Federal e foi alvo de pedidos de convocação feitos por membros da CPMI que não foram pautados por Viana.
Leia também: Presidente da CPMI recorre da decisão do STF e fala em condução coercitiva
Um dos articuladores da migração de Viana ao Republicanos é o filho do senador, o deputado Samuel Viana (Republicanos-MG). Ele tem afirmado que a legenda seria “um bom partido de centro-direita” para a reeleição do pai.
Aos presidentes de partido nos Estados cabem as decisões sobre formação de chapas de candidatos a cargos de deputado, governador e senador, e também sobre o repasse de recursos eleitorais para as campanhas.
Leia também: Relator da CPMI do INSS vê “vitória da transparência” em decisão sobre dados do Master
Procurado por meio do assessor, Carlos Viana não comentou.
Correligionários, Samuel Viana e Euclydes Pettersen apareceram juntos em uma confraternização de políticos mineiros em Arraial d’Ajuda, na Bahia, no mês passado. O encontro aconteceu por iniciativa de Pettersen.
A foto do encontro, na qual ambos aparecem sentados lado a lado ao centro, circulou entre integrantes da CPMI do INSS, que têm visto com preocupação os últimos movimentos de Carlos Viana à frente dos trabalhos.
Também participou do encontro o prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, marido da deputada Lud Falcão (Podemos). Ele foi eleito pelo Novo e estava sem partido desde abril do ano passado. Nesta terça, 24, filiou-se ao Republicanos, com Samuel Viana e Euclydes Pettersen. A mulher do prefeito também deve migrar.
O Republicanos tem como pré-candidato ao governo de Minas Gerais o senador Cleitinho. Recém-chegado, Falcão também é cotado para concorrer ao governo pelo Republicanos. É nesta chapa que Carlos Viana pretende ser candidato à reeleição.
Para esta quinta, o presidente da CPMI colocou, como segundo item da pauta, um pedido de informações à financeira que pertenceu ao governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, apresentado em 5 de dezembro. A medida está sendo vista por membros da comissão como instrumento de pressão eleitoral.
Leia também: Presidente da CPMI recorre da decisão do STF e fala em condução coercitiva
O prazo final da CPMI do INSS é 28 de março. A segunda fase da CPMI, após o recesso, teria como foco os empréstimos consignados oferecidos por bancos. O presidente do colegiado ainda não pautou o depoimento de representantes dessas instituições financeiras.
O depoimento de um representante do BMG chegou a ser previsto para a última segunda-feira, 23, conforme uma primeira versão da pauta dos trabalhos distribuída aos integrantes do colegiado.
Em seguida, Viana anunciou ter feito um acordo para que fosse colhido o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado por fraudes financeiras bilionárias.
Vorcaro não apareceu e a reunião da CPMI de segunda-feira ficou restrita à colheita de depoimento da mulher de um operador financeiro de uma das entidades associativas investigadas. A avaliação geral foi a de que a reunião foi pouco produtiva.
Na segunda, Viana também anunciou que pretende colocar os dados sigilosos de Daniel Vorcaro, liberados à CPMI por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma “sala-cofre”.
O procedimento seria necessário “até a gente ter chance de analisar o que tá lá”, segundo ele. As informações restritas de nenhum dos investigados teve esse tratamento até agora.
Euclydes Pettersen foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em novembro, com ordem de busca e apreensão contra ele.
De acordo com a investigação, ele recebia propina para proteger politicamente a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das entidades envolvidas nos descontos indevidos nas aposentadorias.
Segundo a investigação, Pettersen teria recebido cerca de R$ 14 milhões de propina, com o objetivo de blindar a entidade de investigações e influenciar no INSS.
Ele era, de acordo com a polícia, “a pessoa melhor paga na lista de propina” e, ainda, “figura essencial ao esquema” pois fazia a ponte entre o presidente da Conafer, Carlos Roberto, e pessoas que tinham influência na indicação de nomes para a presidência do INSS.
Pettersen afirmou à reportagem que mantém somente “encontros de corredor” com Carlos Viana e que o encontro com Samuel Viana na Bahia foi ocasional.
Samuel Viana afirmou que não tem influência sobre a CPMI do INSS e que interage normalmente com Pettersen porque ele é presidente de seu partido.
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