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Dólar interrompe sequência de cinco quedas e fecha em leve alta, com aversão ao risco global

Publicado 26/02/2026 • 17:13 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Após cinco quedas consecutivas e atingir o menor patamar desde maio de 2024, o dólar teve um dia de recuperação fechando em alta de 0,27%, a R$ 5,1389 nesta quinta-feira (26).
  • A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1217 e R$ 5,1655.
  • Impactou no movimento o sentimento de aversão ao risco dos investidores, diante de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre novo acordo nuclear.

Após cinco quedas consecutivas e atingir o menor patamar desde maio de 2024, o dólar teve um dia de recuperação fechando em alta de 0,27%, a R$ 5,1389 nesta quinta-feira (26). Nas últimas cinco sessões de queda, o dólar tinha acumulado recuou de 2,20%.

A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1217 e R$ 5,1655. Impactou no movimento o sentimento de aversão ao risco dos investidores, diante de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre novo acordo nuclear.

O desempenho das commodities também influenciou na alta do dólar. Contudo, na penúltima sessão de fevereiro, a moeda norte-americana caminha para encerrar o mês em queda. Em fevereiro, o dólar acumula baixa de 2,23% e no ano, desvalorização de 6,25%.

O que favoreceu a recuperação do dólar?

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o movimento pode ser associado a um ajuste técnico antes da formação do Ptax de fim de mês. Ele acrescenta que a correção também refletiu um ambiente externo mais cauteloso, diante das incertezas envolvendo as negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, que elevaram a aversão ao risco e sustentaram demanda no mercado por proteção.

“Além disso, a piora do humor em Nova York, marcado pela queda dos principais índices de ações dos EUA ao longo do dia, contribuiu para o fortalecimento da moeda americana, interrompendo a sequência de valorização do real”, afirma Shahini.

Já o André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, destaca que o dólar se valorizou em relação a várias divisas fortes no mundo e também comparado a moedas dos países em desenvolvimento, perdendo apenas para o yuan, moeda chinesa, que subiu 0,4%.

Galhardo cita que embora o dólar tenha valorizado hoje, o real segue em um processo de valorização constante desde 2025, que prevaleceu no começo de 2026. “Esse movimento da força do real deve continuar, exceto se houver algum acontecimento inesperado na geopolítica ou desdobramentos domésticos”, aponta.

Os motivos para o real sustentar sua forte valorização em relação ao dólar, estão atrelados a possíveis cortes da Selic na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em março, além da queda mais acelerada da inflação.

“Só para ter uma ideia, o IGPM, divulgado nessa quinta-feira apontou queda de 0,73%. No bimestre, tivemos uma queda de 0,32%, é a segunda queda mais forte para um primeiro bimestre desde que o IGPM passou a ser divulgado, em 1989”, pondera o economista, que acredita que o processo de desinflação vai prevalecer e garantir juros reais elevados mesmo com corte da Selic, o que deve a atrair fluxo estrangeiro para o Brasil.

Dólar baixo é oportunidade para internacionalizar portfólios

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, destacou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que o cenário atual do dólar favorece a busca por ativos fora do país.

“Matematicamente falando, sim, é o melhor momento, porque você precisa de menos moeda nacional para comprar moeda estrangeira. Eu diria para o investidor brasileiro aproveitar para comprar um dólar mais barato e globalizar parte do seu patrimônio aproveitando as oportunidades que tem lá fora, que não são poucas”, aconselhou.

Questionado sobre a possibilidade de a moeda cair para a casa dos R$ 4,90, William Castro Alves demonstrou cautela em sua análise. “Eu acho, sinceramente, pouco provável”, disse.

Segundo Castro, o investidor sempre fala que vai esperar o dólar baixar um pouco, mas neste momento não é necessário esperar mais. “Vale lembrar que, há pouco tempo, o risco fiscal estava muito presente e sendo precificado na moeda brasileira”, ponderou.

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