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Monotrilho de Congonhas: por que a obra em São Paulo atrasou mais de uma década
Publicado 11/03/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/03/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Agência SP
Quais motivos levaram ao atraso de mais de uma década do monotrilho em SP?
Em 2014, o Brasil foi o país escolhido para sediar a Copa do Mundo da FIFA, maior campeonato de futebol do planeta. Entretanto, para sediar um evento desta magnitude, são necessárias infraestruturas enormes, como estádios e até centros de treinamento, porém a locomoção dos torcedores também é de extrema importância para manter um fluxo organizado. Com isso, surgiu o projeto de um novo monotrilho em São Paulo.
O monotrilho da Linha 17-Ouro, em construção na zona sul de São Paulo, está na fase final das obras e deve começar a operar parcialmente no fim de março de 2026. A expectativa é que os primeiros passageiros sejam transportados em um modelo inicial de operação assistida, com horários reduzidos e intervalos maiores entre os trens.
Leia também: Nova política industrial e mobilidade sustentável: montadoras lideram captação de recursos no setor automotivo
Entretanto, o início das operações acontece após um enorme atraso em comparação com a data original. De acordo com informações do Estadão, a inauguração ocorre 13 anos após o prazo originalmente previsto, já que a entrega estava programada para 2013.
O empreendimento ficou marcado por estruturas de concreto que permaneceram abandonadas por anos ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho.
O contrato para a construção do monotrilho foi assinado em 2011, durante o governo de Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo. Na época, o projeto foi dividido em etapas e a prioridade passou a ser um trecho menor da linha, com oito estações ligando o Aeroporto de Congonhas à região da Avenida das Nações Unidas.
A Linha 17-Ouro foi inicialmente planejada como parte dos investimentos de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. Em 2010, a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual e o governo federal firmaram um termo de compromisso para iniciar as construções consideradas essenciais para receber os torcedores.
Entre elas estava a construção do monotrilho, um trem elevado com previsão de 18 estações, que conectaria o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi e também ao Terminal Rodoviário do Jabaquara.
Com destaque para o estádio do São Paulo, que mais tarde viria a ser excluído da grade da FIFA, dando lugar à Arena Corinthians, construída para sediar a estreia da Copa do Mundo.
As obras começaram em 2012 com prazo de dois anos para conclusão, mas enfrentaram diversos obstáculos desde o início.
Após a saída do Morumbi do planejamento da Copa, o monotrilho deixou de ser prioridade dentro das obras de mobilidade, já que o propósito principal para a época era oferecer uma rota direta para os torcedores.
Além disso, processos de desapropriação de imóveis, obtenção de licenças ambientais e disputas judiciais com moradores da região estão entre os principais motivos que atrasaram o andamento dos trabalhos.
Outro fator determinante para o atraso foi o impacto da Operação Lava Jato nas empresas responsáveis pela obra. Após a Copa do Mundo, o projeto perdeu o financiamento federal, que estava vinculado às entregas previstas para o mundial da FIFA.
Ao mesmo tempo, empreiteiras envolvidas na construção, como Andrade Gutierrez, CR Almeida e MPE, passaram a ser investigadas pela operação, o que comprometeu a situação financeira dessas empresas, afetando a continuidade do projeto.
Nessa altura, as obras da Linha 17-Ouro já estavam consideravelmente atrasadas, o que resultou na rescisão de contrato por parte do Metrô de São Paulo, o que deixou a obra parada por vários anos.
Além das dificuldades financeiras e jurídicas, o projeto enfrentou problemas técnicos e mudanças de fornecedores. A empresa inicialmente contratada para fornecer os trens, a Scomi, acabou falindo durante o processo.
Com isso, toda a estrutura e plano oficial passaram a se tornar um problema, já que a Scomi projetou os trilhos e estruturas para os trens próprios da empresa. Com isso, a obra foi retomada em 2020 e a empresa chinesa BYD assumiu a fabricação dos trens, precisando adaptar seus modelos à estrutura já construída.
Mesmo com os atrasos de mais de uma década do monotrilho da linha 17-Ouro, o projeto prevê uma utilização diferente em São Paulo. A capital é famosa pelas linhas extensas de metrô e trens da CPTM. De acordo com informações do Governo de São Paulo, a nova estação oferece aos passageiros e à região:
Leia também: Biometria é apresentada em São Paulo após testes no metrô de Brasília
O projeto inicial assinado em 2011 previa a construção de 18 estações. O investimento estimado na época era de R$ 2,9 bilhões, valor que equivaleria a cerca de R$ 7,1 bilhões corrigidos pela inflação até dezembro de 2025.
Até outubro de 2025, o governo de São Paulo já havia gasto R$ 4,2 bilhões, e a previsão é que o custo final alcance cerca de R$ 5,9 bilhões apenas para concluir o primeiro trecho da linha.
Com cerca de 95% das obras concluídas, a expectativa é que o monotrilho comece a transportar passageiros em março de 2026. A inauguração inicial deve ocorrer com oito estações: Washington Luís, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.
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