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Ibovespa recua 0,46% e volta aos 196 mil pontos em nova realização de lucros

Publicado 16/04/2026 • 17:25 | Atualizado há 19 minutos

KEY POINTS

  • Sessão marcada por falta de catalisadores relevantes, com leve aumento da aversão ao risco entre investidores.
  • Alta do petróleo e do dólar pressiona ativos de maior risco, como ações e o real.
  • Petrobras sustenta parcialmente o índice com valorização, enquanto commodities agrícolas lideram perdas em cenário global desfavorável.

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O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (16) em baixa de 0,46%, aos 196.819 pontos, na segunda sessão de ajuste após uma sequência de 11 pregões de alta. Segundo os especialistas ouvidos pela Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, trata-se de um movimento de descompressão de preços após avanços consecutivos.

O movimento é considerado natural. Os mercados financeiros apresentaram comportamento sem direção clara influenciada por eventos significativos. Não houve divulgação de indicadores econômicos relevantes, pronunciamentos de autoridades econômicas ou notícias impactantes sobre o conflito no Oriente Médio.

“A única movimentação digna de nota foi a publicação de Donald Trump no final da tarde, na qual ele alegou ter agendado uma reunião entre líderes do Líbano e de Israel, visando iniciar um cessar-fogo”, afirma Lucca Bezzon, especialista em Inteligência de Mercado da Stonex.

Para ele, diante da ausência de notícias relevantes, notou-se uma leve aversão ao risco se comparada com os pregões anteriores, resultante da falta de definições. “Essa aversão limitou o apetite por risco que vinha sendo observado. Consequentemente, o petróleo e o dólar apresentaram valorização, enquanto o real e outros ativos considerados mais arriscados, como o Ibovespa e índices acionários, registraram perdas”, ele diz.

O principal destaque negativo, segundo João Daronco, analista da Suno Research, foram as empresas do setor de commodities agrícolas, que já enfrentam um ciclo desfavorável nos últimos seis meses, e hoje foram impactadas negativamente pelas condições globais.

“No cenário positivo, a Petrobras se destacou como principal força, impulsionando o índice e sustentando o desempenho geral, em grande parte devido à manutenção dos preços do petróleo em patamares elevados”, afirma.

A valorização das ações da Petrobras nas últimas semanas, apesar de expressiva, ainda não reflete totalmente a perspectiva de um cenário de preços do petróleo acima de US$ 100 por barril por um período prolongado, explica Daronco.

Caso essa tendência se mantenha, as empresas do setor petrolífero tendem a apresentar resultados financeiros significativos. “A continuidade do conflito geopolítico, portanto, pode favorecer a geração de valor dessas empresas”, explica.

Altas e baixas

As ações da Petrobras lideraram os ganhos da Bolsa, o que reduziu as perdas. Na sessão, a estatal avançou 4,19%, a R$ 53,66. Em seguida vem a Prio, com ganhos de 1,68% aos R$ 64,25, e a Braskem, com 1,30% aos R$ 9,37, segundo dados do RocketTrader.

Entre as baixas, o destaque vai para a Assaí, que cedeu 8,85% aos R$ 9,26. Depois, vem as Lojas Renner (-3,52%) aos R$ 15,05, RaiaDrogasil (-3,36) aos R$ 23,25 e Vamos (-3,26%) aos R$ 4,15.

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