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Presidente do Eurogrupo cobra reabertura de Ormuz e paz duradoura antes de cúpula do G7 em Paris
Publicado 17/05/2026 • 09:31 | Atualizado há 3 minutos
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Publicado 17/05/2026 • 09:31 | Atualizado há 3 minutos
KEY POINTS
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, em 11 de março de 2026.
Às vésperas da reunião dos ministros de finanças do G7 em Paris, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, cobrou a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim definitivo do conflito no Oriente Médio. Para ele, as duas condições são indispensáveis para conter o impacto da guerra sobre a economia mundial.
“A reabertura de Ormuz e a chegada a um fim duradouro do conflito são de máxima importância para mitigar o impacto sobre a economia”, disse Pierrakakis em nota divulgada neste domingo (17).
O encontro reúne ministros de finanças e presidentes de bancos centrais dos sete países mais industrializados do mundo, segunda (19) e terça-feira (20), na capital francesa. O G7 é formado por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. O Eurogrupo, que reúne os ministros da área do euro, é representado na cúpula por Pierrakakis, que também ocupa o cargo de ministro das Finanças da Grécia.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo conflito com o Irã tem estrangulado o fornecimento global de petróleo e gás, alimentando temores de inflação nas principais economias. O efeito já aparece nos mercados de renda fixa.
Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos saltou quase 11 pontos-base na sexta-feira (16), chegando a 5,121% ao ano, o nível mais alto desde maio de 2025 e próximo do pico registrado em outubro de 2023. O movimento ocorreu em uma semana marcada por dados de inflação instáveis e pela precificação da política de juros sob o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.
No Reino Unido, os rendimentos dos títulos soberanos de 30 anos operam nas máximas desde o final dos anos 1990, pressionados por instabilidade política e preocupações com a inflação. O Japão, grande importador de energia e especialmente sensível à alta dos preços ligada à guerra, também registrou avanço expressivo nos rendimentos de seus títulos nos últimos dias.
No mercado de petróleo, os preços seguem elevados. O Brent, referência internacional, fechou a sexta-feira (16) com alta de mais de 3%, a US$ 109,26 o barril. O WTI americano avançou mais de 4%, a US$ 105,42. No acumulado do ano, o Brent já sobe 74%, após ter alcançado US$ 118 o barril no final de abril.
A Agência Internacional de Energia alertou na semana passada que os estoques globais estão caindo em ritmo recorde para compensar a interrupção do fornecimento no Oriente Médio. Segundo a AIE, se Ormuz não for reaberto, os estoques se aproximarão de níveis críticos, com risco de novos picos de preços antes do verão no hemisfério norte, período de maior demanda por energia.
“Reservas em queda acelerada em meio a interrupções contínuas podem anunciar novos picos de preços à frente”, advertiu a agência em seu relatório mensal.
Apesar do cenário adverso, Pierrakakis reconheceu que a economia europeia tem demonstrado resiliência frente à crise energética. A ressalva, porém, veio em seguida.
“A economia global sentirá a pressão, mesmo que o conflito seja resolvido rapidamente”, afirmou o presidente do Eurogrupo, sinalizando que os efeitos da guerra já estão incorporados nas expectativas dos mercados independentemente do desfecho das negociações de paz.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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