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AGU pede a Fachin suspensão imediata de afastamento de Andrei Rodrigues e de chefe da Inteligência da PF

Publicado 08/09/2026 • 19:14 | Atualizado há 26 minutos

KEY POINTS

  • Pedido foi apresentado em caráter de urgência diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin.
  • AGU argumenta que a troca abrupta na direção da PF compromete a continuidade das atividades da polícia judiciária.
  • União também afirma que fatos envolvendo os relatórios de inteligência já estavam sob análise da Presidência do Supremo antes da decisão de Mendonça.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial.

O pedido, apresentado em caráter de urgência e assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, busca derrubar os efeitos da decisão de André Mendonça.

A AGU sustenta que o afastamento causa “grave lesão à ordem pública e administrativa” e invade uma atribuição constitucional do presidente da República relacionada ao comando da administração federal.

Leia também: Fachin consulta ministros e avalia medida sobre Moraes em meio à crise no STF

AGU aponta invasão de competência presidencial

Um dos principais argumentos apresentados pela União é que a retirada cautelar da cúpula da PF interfere na prerrogativa do Poder Executivo sobre a direção da corporação.

Segundo a AGU, a Constituição reserva ao presidente da República o exercício da direção superior da administração federal e, na avaliação do órgão, a medida tomada por Mendonça interfere diretamente nessa competência. A tese será analisada pelo Supremo.

Andrei e Almada foram formalmente notificados nesta terça-feira, e William Marcel Murad assumiu interinamente o comando da Polícia Federal.

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União cita risco de desorganização da PF

A AGU também argumenta que a mudança repentina na direção da corporação pode comprometer o funcionamento das atividades de polícia judiciária.

Para o órgão, o afastamento simultâneo do diretor-geral e do responsável pela área de Inteligência cria risco de “desorganização institucional” e quebra de continuidade administrativa.

Outro argumento é que os fatos que deram origem ao afastamento já estavam sendo examinados em um procedimento separado sob responsabilidade da Presidência do Supremo.

Leia também: Após Mendonça afastar diretor-geral da PF, Fachin se reúne com Jorge Messias e ministro da Justiça

Em 3 de setembro, Fachin determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues apresentassem informações por escrito no prazo comum de cinco dias úteis.

O procedimento também recebeu cópia integral do processo que reúne os relatórios da Polícia Federal e os demais elementos relacionados à crise.

A União também aponta uma contradição sobre qual colegiado do Supremo deve decidir o caso. Segundo o pedido, o próprio Mendonça havia indicado anteriormente que as questões envolvidas deveriam ser examinadas pelo plenário do STF. Apesar disso, o afastamento de Andrei e Almada foi submetido ao referendo da Segunda Turma.

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