Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Crise no STF: É preciso “investigar, apurar e, se for o caso, afastar quem precisa ser afastado”, diz criminalista Euro Bento Maciel
Publicado 08/09/2026 • 19:22 | Atualizado há 2 meses
Binance retoma saques após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões
OpenAI reduz meta de captação e pretende levantar até US$ 20 bilhões em nova rodada
Justiça dos EUA rejeita ação de Trump contra The Wall Street Journal por suposta carta a Epstein
Binance diz já ter recuperado 90% dos US$ 6,3 bilhões perdidos em ataque hacker e prevê retomar saques no domingo
Petroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços
Publicado 08/09/2026 • 19:22 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Master exige investigação ampla das condutas colocadas sob suspeita e, caso sejam comprovadas irregularidades, pode justificar afastamentos. É o que avaliou Euro Bento Maciel Filho, advogado criminalista e mestre em direito penal pela PUC-SP.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o advogado afirmou que a dimensão da crise também torna oportuno discutir mudanças estruturais no funcionamento do Supremo, incluindo o tempo de permanência dos ministros na Corte e o processo de indicação para as vagas.
“Está na hora realmente de a gente parar, analisar, doa a quem doer, investigar, apurar e, se houver, e se for o caso, afastar quem precisa ser afastado. Ponto”, afirmou.
Leia também: Empresários articulam manifesto para cobrar investigação de denúncias e transparência do STF
Maciel Filho afirmou que a crise atual deveria abrir espaço para uma discussão que vá além dos episódios envolvendo o Banco Master.
“Acho que já passou da hora de nós revermos isso, não só a longevidade desses mandatos, assim dizer, do período em que esses ministros ficam lá”, afirmou.
Para ele, a discussão também deveria alcançar o processo de escolha dos ministros.
“Nós precisamos deliberar não só quanto tempo eles ficam, mas também a forma como eles sobem até a cadeirinha do Supremo. A forma como a indicação é feita. Não pode ser uma indicação meramente política”, disse.
O criminalista avaliou que o episódio pode ser aproveitado para discutir mudanças constitucionais na composição e no funcionamento da Corte.
“Acho que é um bom momento para discutirmos não só essa crise, como também, dentro da forma de resolver a crise, a melhoria constitucional de como esses senhores de alto saber jurídico chegam ao Supremo e lá permanecem”, afirmou.
Maciel Filho também avaliou os próximos passos do presidente do STF, Edson Fachin, diante das diferentes frentes abertas pela crise.
Segundo ele, a tarefa ficou mais complexa à medida que a disputa deixou de envolver apenas integrantes do Supremo e passou a alcançar também a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.
“Ele está começando a equilibrar um monte de pratos ao mesmo tempo”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara o advogado, o prazo aberto por Fachin para manifestações dos envolvidos poderia servir para construir uma saída institucional. O problema, em sua avaliação, é que a tensão continuou aumentando durante esse período.
“Ao invés de esse prazo refrear o problema, está servindo de estímulo para que o problema seja até colocado para fora do Supremo, quando eu digo atingindo outras instituições”, disse.
Após receber as manifestações, segundo Maciel Filho, Fachin deverá encaminhar a discussão ao plenário para que os ministros deliberem sobre eventual abertura de investigação.
Questionado sobre a possibilidade de um ministro do Supremo determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, o criminalista afirmou não enxergar impedimento jurídico, desde que exista fundamento para a decisão.
“Partindo do princípio que um juiz pode afastar prefeitos, […] governadores, […] no caso do Supremo, ele verificando o comportamento pouco republicano do chefe da Polícia Federal, pode, sim, determinar o seu afastamento. Não vejo problema algum”, afirmou.
Leia também: Barroso não assina manifesto de ex-ministros e diz que busca contribuir para saída interna da crise no STF
Maciel Filho também afastou a ideia de que questionamentos envolvendo a chefia da Polícia Federal necessariamente levem à anulação de toda a investigação do Banco Master.
Segundo ele, seria necessário demonstrar que houve interferência concreta sobre os trabalhos e prejuízo para os investigados.
“Uma coisa é a atuação corporativa da Polícia Federal na investigação, na apuração de todos os fatos relacionados ao caso Master. Outra coisa é a contaminação do chefe da Polícia Federal com o esquema. Para mim, são coisas diferentes”, afirmou.
O advogado ressaltou que a validade dos atos dependeria de uma análise individualizada.
“Se ficar demonstrado que houve a influência do Andrei no curso das investigações em prejuízo dos investigados, aí tudo bem. Então eu tenho que demonstrar esse prejuízo e anula-se”, disse.
Se as diligências tiverem sido realizadas dentro da legalidade, acrescentou, a eventual conduta de uma autoridade não produziria automaticamente a nulidade de toda a apuração.
“Se a atuação da Polícia Federal foi correta, dentro da legalidade, em que pese a atuação do Andrei externa a tudo isso, aí talvez já não tenha nulidade”, afirmou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
PlayStation resgata visual dos anos 1990; conheça os novos acessórios
2
Leilão do Banco Master reúne 447 lotes, de cadeiras Herman Miller a TV de 98 polegadas, com lances a partir de R$ 21; veja os itens
3
Protestos e acusações de golpe mergulham Polônia em nova crise institucional
4
Banco Central decreta liquidação da MW Pay, instituição ligada a bets, por violações graves às normas do sistema de pagamentos
5
Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro, mas diz que senador pode ficar nos EUA “pelo tempo que quiser”