Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Dívida pública sobe a R$ 11,1 trilhões no governo Lula, que reúne economistas sob pressão por ajuste fiscal
Publicado 05/11/2026 • 11:26 | Atualizado há 3 minutos
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Trump fala sobre salão de festas da Casa Branca enquanto Vance atribui derrota republicana à guerra contra o Irã
Empresas hyperscalers e Apple disparam após resultados eleitorais eliminarem incerteza dos investidores
Bilionários da tecnologia sofrem com a vitória esmagadora dos democratas sobre os republicanos
Eleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido
Publicado 05/11/2026 • 11:26 | Atualizado há 3 minutos
KEY POINTS
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A dívida pública brasileira chegou a R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), e aumentou a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por medidas de ajuste fiscal. Em meio às preocupações com as contas públicas, Lula convocou ministros, ex-integrantes da equipe econômica e conselheiros para discutir nesta quinta-feira (5) os rumos da economia no próximo mandato.
O endividamento atingiu em setembro o maior nível desde 2021, segundo os dados mais recentes do Banco Central. Desde dezembro de 2022, antes do início do terceiro mandato de Lula, a dívida bruta subiu 11,2 pontos percentuais do PIB, passando de 71,7% para 82,9%.
O encontro foi marcado para o Palácio da Alvorada, em Brasília, e deve contar com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, seu antecessor Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e outros nomes ligados à política econômica. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convidado, mas não deve participar devido a outro compromisso.
Leia também: No primeiro Copom após eleição, Selic é mantida em 13,75% ao ano e interrompe ciclo de cortes
O crescimento do endividamento é um dos principais desafios para o próximo mandato. A dívida bruta reúne obrigações do governo federal, dos estados e dos municípios e é acompanhada pelos investidores como um indicador da situação fiscal do país.
Em setembro, o indicador permaneceu estável em relação a agosto, mas acumulou alta de 4,3 pontos percentuais do PIB desde o início de 2026. Os juros da dívida foram um dos principais fatores de pressão sobre o endividamento ao longo do ano.
O encontro ocorre um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos.
Os juros elevados aumentam o custo de financiamento do governo e dificultam a estabilização da dívida. Ao mesmo tempo, o Banco Central considera a trajetória das contas públicas um dos fatores relevantes para as expectativas de inflação e a condução da política monetária.
O cenário econômico também tem sido marcado pela volatilidade do dólar e da Bolsa brasileira desde o segundo turno das eleições, em meio às dúvidas dos investidores sobre a política fiscal do próximo mandato.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve apresentar propostas para a condução da economia no próximo mandato. Entre os temas em discussão estão a trajetória da dívida pública, a política de juros e a atração de investimentos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDurigan assumiu a Fazenda após a saída de Fernando Haddad para disputar o governo de São Paulo. Agora, participa das discussões sobre como conciliar o equilíbrio das contas públicas com os compromissos assumidos por Lula durante a campanha.
Até o momento, o governo não apresentou um pacote definitivo de medidas fiscais para 2027.
Além de Durigan, Haddad e Alckmin, estão entre os convidados o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
O grupo reúne integrantes e ex-integrantes de governos petistas com diferentes visões sobre o papel do Estado na economia, o controle das despesas e os investimentos públicos.
Entre os desafios, estão a manutenção dos programas sociais e dos compromissos de campanha diante da necessidade de estabilizar a dívida.
O encontro desta quinta-feira, porém, não representa a definição de um novo pacote econômico. As medidas ainda estão em discussão.
O presidente também pretende ouvir economistas de diferentes correntes nas próximas semanas, incluindo especialistas com posições distintas sobre o controle de gastos e o papel do Estado na economia.
Representantes do setor empresarial devem participar das futuras conversas. Entre os grupos previstos estão banqueiros, empresários da construção civil e de outros segmentos produtivos.
A série de encontros ocorre em meio à cobrança por uma estratégia capaz de estabilizar a dívida pública e dar maior previsibilidade à política econômica.
Por enquanto, não há definição sobre quais propostas serão adotadas pelo governo nem sobre eventuais mudanças na equipe econômica para o próximo mandato.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país