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Anvisa suspende medicamentos da Cimed e Hypofarma; veja como identificar os lotes e o que fazer
Publicado 21/05/2026 • 08:56 | Atualizado há 17 minutos
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Publicado 21/05/2026 • 08:56 | Atualizado há 17 minutos
KEY POINTS
Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Anvisa suspende remédios da Cimed e Hypofarma e alerta pacientes sobre riscos; saiba o que fazer
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última segunda-feira (18), a suspensão da comercialização, distribuição e uso de medicamentos fabricados pelos laboratórios Cimed e Hypofarma após notificações de problemas em lotes específicos.
A medida foi adotada depois que as empresas comunicaram recolhimentos voluntários por suspeitas envolvendo troca de embalagens e alteração visual em soluções injetáveis. O alerta também atingiu fitoterápicos e garrafadas sem registro sanitário.
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No caso da Cimed, o recolhimento envolve o lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40 mg e Rosuvastatina 20 mg, usados no controle do colesterol.
Segundo a fabricante, houve suspeita de mistura de embalagens, com cartuchos de Rosuvastatina identificados dentro de um lote de Atorvastatina. Por causa da possibilidade de troca do medicamento, a Anvisa suspendeu imediatamente a circulação e o uso do lote.
Já a Hypofarma informou o recolhimento voluntário do lote 25091566 do medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável, vendido em caixas com 50 unidades.
A empresa relatou escurecimento da solução quando o produto era diluído com determinados medicamentos, situação que levantou preocupação sobre a estabilidade e segurança do uso.
De acordo com o médico especialista do Grupo Med+, Dr. Erich Ferraz, a principal orientação é interromper o uso do lote afetado e procurar orientação profissional.
“Em medicamentos para colesterol, uma troca de embalagem pode significar dose inadequada, princípio ativo diferente do prescrito ou perda de controle de uma condição crônica. Em um medicamento injetável, o cuidado precisa ser ainda maior, porque qualquer alteração visual, como turvação ou escurecimento, pode indicar incompatibilidade, instabilidade ou risco na administração.”
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O especialista afirma que o recolhimento preventivo não significa, necessariamente, que todos os pacientes terão problemas de saúde, mas reforça que o produto não deve continuar sendo usado.
“O paciente deve entender isso como uma medida de proteção, não como motivo para pânico. Na prática, a regra é simples: se o lote foi suspenso, ele não deve ser usado. A dúvida não deve ser resolvida em casa, deve ser levada ao farmacêutico, ao médico ou ao serviço de saúde.”
Pacientes que já utilizaram medicamentos dos lotes suspensos devem ficar atentos a qualquer reação diferente do habitual após o uso. Segundo Ferraz, sintomas como reação alérgica, falta de ar, inchaço no rosto ou na garganta, urticária, tontura intensa, desmaio, febre, dores fortes e piora repentina do estado geral precisam ser observados com atenção.
Nos casos de medicamentos injetáveis, alterações no local da aplicação também podem indicar problemas.
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Já entre pacientes que utilizam remédios para colesterol, sinais como dor muscular intensa, fraqueza fora do comum, urina escura, náuseas importantes e amarelamento da pele ou dos olhos devem motivar avaliação médica.
O especialista alerta que muitos pacientes tendem a ignorar sintomas novos por acreditarem que já conhecem o medicamento, mas qualquer alteração após o uso de um lote suspenso deve ser levada a sério. Segundo o médico, alguns efeitos podem aparecer dias depois do uso do medicamento.
“Alguns efeitos aparecem logo, como alergias e reações locais, enquanto outros podem surgir depois, principalmente quando há dose inadequada, interação medicamentosa ou uso repetido. Em medicamentos de uso contínuo, o risco não está apenas no efeito colateral imediato, mas também na perda de controle da doença tratada.”
Em situações mais graves, a recomendação é buscar ajuda médica imediatamente. De acordo com o Dr. Erich Ferraz, alguns sintomas após o uso de medicamentos dos lotes suspensos exigem atendimento médico imediato.
O especialista também destaca que dores musculares incapacitantes, urina escura ou qualquer sintoma grave após o uso do medicamento precisam ser avaliados com urgência.
Nos casos de medicamentos injetáveis, sinais como dor intensa no local da aplicação, vermelhidão progressiva, endurecimento, secreção, febre e mal-estar importante também podem indicar complicações e devem levar o paciente a procurar ajuda médica rapidamente.
“A recomendação é levar a embalagem ou uma foto do lote, porque isso ajuda a equipe de saúde a entender a exposição” afirma.
Além dos medicamentos suspensos, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de produtos sem registro sanitário.
Entre eles estão:
A agência também proibiu todos os lotes dos fitoterápicos da marca Status Verde:
O médico alerta que produtos vendidos como naturais também podem representar riscos graves à saúde.
“Produtos sem registro ou sem controle sanitário trazem um risco difícil de medir, justamente porque não há garantia confiável sobre composição, dose, pureza, contaminação ou interação com outros medicamentos. A promessa de ser natural não torna um produto seguro.”
Segundo o especialista, produtos vendidos como garrafadas ou fórmulas sem registro sanitário podem representar riscos importantes à saúde. Ele explica que essas substâncias podem sobrecarregar órgãos como fígado e rins, além de provocar alterações na pressão arterial.
Ferraz alerta que muitos desses produtos podem interferir na ação de medicamentos usados continuamente, como anticoagulantes, remédios para diabetes, antidepressivos e corticoides.
Outro ponto destacado pelo médico é que o uso dessas fórmulas sem controle pode atrasar o tratamento adequado de doenças graves, já que muitos pacientes acreditam estar se cuidando quando, na realidade, estão consumindo substâncias sem qualquer garantia de segurança ou controle sanitário.
Ele ressalta que fitoterápicos só devem ser usados com acompanhamento adequado e produtos regularizados.
“O uso deve ser comunicado ao médico, principalmente em crianças, idosos, gestantes, pessoas com doença hepática ou renal e pacientes que usam medicamentos contínuos. Fitoterápico não deve ser usado como substituto automático de tratamento prescrito, nem comprado por promessa de cura ampla.”
O Dr. finaliza afirmando que, quando o produto possui registro sanitário, informações claras no rótulo, dose definida e acompanhamento profissional, os riscos tendem a ser muito menores. Já sem fiscalização e controle adequados, o paciente acaba usando uma substância sem garantia mínima de qualidade, segurança ou composição confiável.
Diante das suspensões, a principal recomendação é que pacientes confiram o número do lote dos medicamentos que utilizam e interrompam o uso caso o produto esteja entre os afetados pela decisão da Anvisa.
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