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Assembleia Geral da ONU: líderes mundiais se reúnem em Nova York sob pressão de conflitos e disputas internacionais
Publicado 21/09/2026 • 12:19 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/09/2026 • 12:19 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta terça-feira (22) em Nova York. O evento reunirá chefes de Estado e de governo até 29 de setembro.
A edição de 2026 ocorre em um cenário marcado por conflitos armados, disputas geopolíticas, dificuldades no financiamento do desenvolvimento e pressões climáticas, os países se deparam com o desafio de ampliar a cooperação internacional.
O encontro tem como eixo a reconstrução da confiança entre as nações e o fortalecimento de mecanismos multilaterais. Ao longo da semana, os líderes devem discutir alternativas para enfrentar crises internacionais, mudanças na governança global e formas de ampliar a capacidade de atuação das instituições multilaterais.
Leia também: ONU amplia exposição de Lula em momento de tensão com Trump
Como ocorre tradicionalmente na Assembleia Geral, o Brasil será o primeiro país a discursar entre os chefes de Estado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupará a tribuna antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representante do país anfitrião.
O pronunciamento brasileiro deve concentrar-se em temas como soberania, redução das desigualdades, defesa das instituições democráticas e solução negociada de conflitos internacionais.
O governo brasileiro também deve reforçar a posição de que o Conselho de Segurança precisa passar por mudanças para refletir a atual distribuição de poder internacional e responder de maneira mais eficiente às crises contemporâneas.
A defesa da soberania deverá ocupar uma parcela importante da manifestação de Lula. O tema aparece em um momento de atritos entre Brasil e Estados Unidos e também de maior atenção do governo brasileiro a possíveis interferências externas em processos políticos nacionais.
Além desse ponto, a delegação brasileira pretende abordar governança global, combate ao crime organizado e mecanismos internacionais de cooperação.
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Siga o Times | CNBCDonald Trump fará seu pronunciamento logo depois do presidente brasileiro. A presença do norte-americano ocorre em meio a debates sobre alianças internacionais, financiamento de organismos multilaterais, investimentos em defesa e mudanças na própria estrutura da ONU.
É importante lembrar que, na Assembleia Geral anterior, Lula e Trump tiveram contatos nos bastidores, em um momento de tentativa de aproximação entre os dois governos.
Desde então, porém, novas divergências comerciais e políticas voltaram a pressionar a relação bilateral. Por isso, os pronunciamentos dos dois presidentes serão acompanhados também pelo potencial de sinalizar os rumos do relacionamento entre os países.
Um dos movimentos diplomáticos apresentados antes da reunião foi o lançamento do manifesto “Parceiros pelo Multilateralismo”, articulado por Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia.
A iniciativa busca criar pontos de convergência entre países em um período de aumento da polarização e de questionamentos sobre a capacidade das instituições multilaterais de responder a guerras, disputas econômicas e outros desafios transnacionais.
O posicionamento dialoga diretamente com a agenda que o Brasil pretende levar à Assembleia: fortalecimento da negociação diplomática, maior participação dos países em desenvolvimento nas decisões internacionais e reforma de estruturas criadas em um contexto político diferente do atual.
As discussões sobre segurança internacional devem ir além dos conflitos armados em andamento. O aumento dos investimentos militares, o papel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), as políticas de defesa da União Europeia e a reorganização de alianças estratégicas também formam o pano de fundo da reunião.
Nesse ambiente, propostas de reforma do Conselho de Segurança da ONU voltam a ganhar destaque. O Brasil defende há anos uma ampliação da composição do órgão, hoje formado por cinco membros permanentes com poder de veto, Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, além dos integrantes temporários.
A Assembleia de 2026 também tem peso institucional por ocorrer na fase final do mandato atual do secretário-geral da ONU, António Guterres.
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