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Barroso não assina manifesto de ex-ministros e diz que busca contribuir para saída interna da crise no STF

Publicado 08/09/2026 • 15:27 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • Luís Roberto Barroso afirmou que mantém diálogo com diferentes integrantes do STF em busca de “soluções possíveis e desejáveis” para a crise.
  • O ex-presidente não decidiu não assinar carta de 13 integrantes aposentados da Corte que pede uma apuração urgente dos fatos recentes.
  • Barroso manifestou apoio a Edson Fachin e disse que a “integridade e equilíbrio” do atual presidente “orgulham o Tribunal”.

Foto: Agência Brasil

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu não assinar o manifesto de 13 ministros aposentados que cobra uma resposta urgente da Corte à atual crise institucional. Segundo ele, a opção busca preservar sua capacidade de dialogar com integrantes do tribunal que hoje se encontram em posições opostas.

Barroso afirmou que tem mantido contato com diferentes ministros nas últimas semanas e que prefere continuar tentando contribuir internamente para uma solução.

“Caros amigos, louvo a iniciativa de apoio ao ministro Luiz Edson Fachin, cuja integridade e equilíbrio orgulham o Tribunal”, escreveu.

Leia também: Gilmar pede vista, mas STF tem maioria pelo afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues

Lados opostos da crise

Barroso deixou o Supremo há poucos meses e destacou que mantém relações pessoais de amizade com todos os integrantes da Corte. “Nas últimas semanas, tenho estado em contato com diversos deles, refletindo sobre as soluções possíveis e desejáveis”, afirmou.

O ex-presidente do STF também mencionou uma recente internação hospitalar e disse ter recebido visitas de vários antigos colegas, inclusive ministros que hoje ocupam posições antagônicas na crise. Foi justamente essa condição que Barroso apresentou como razão para não aderir publicamente ao manifesto.

“Por essa razão, não me sinto confortável de assinar um manifesto externo, que me privaria da possibilidade de procurar contribuir internamente para o melhor encaminhamento do assunto”, escreveu.
Barroso não é o único ex-integrante do Supremo que ficou fora do documento. Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello também não aparecem entre os signatários.

Manifesto pede ação urgente de Fachin

A carta reúne 13 ex-integrantes do Supremo e manifesta apoio a Edson Fachin na condução do tribunal.  O grupo afirma ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin, mas também pede que o presidente convoque, “com toda a urgência”, uma sessão pública do plenário para discutir uma “imediata e rigorosa apuração” dos fatos que provocaram a crise atual.

Os signatários sustentam que as revelações recentes podem afetar o prestígio e a autoridade do Supremo, a confiança da população na Corte e a estabilidade institucional. Também defendem que qualquer apuração respeite o devido processo legal. Assinam a carta: 

  • Ayres Britto; 
  • Carlos Velloso; 
  • Celso de Mello; 
  • Times Brasil - CNBC

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  • Cezar Peluso; 
  • Ellen Gracie; 
  • Eros Grau; 
  • Francisco Rezek; 
  • Ilmar Galvão; 
  • Joaquim Barbosa; 
  • Nelson Jobim; 
  • Néri da Silveira; 
  • Rosa Weber; 
  • Sydney Sanches.

Leia também: Pela primeira vez na história: STF tira um diretor-geral da Polícia Federal no exercício do cargo

Crise envolve Moraes, Mendonça e Polícia Federal

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise provocada pelos desdobramentos das investigações do caso Master. O conflito se intensificou após a divulgação de relatório da Polícia Federal com mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e enviadas a um número associado a Alexandre de Moraes.

André Mendonça, relator das investigações, passou a ser questionado por Moraes sobre a condução de diligências da PF. Moraes, por sua vez, apresentou ao presidente do STF documentos com acusações contra Mendonça.

Fachin concentrou parte dessas frentes em procedimento sob sua condução e passou a cobrar esclarecimentos das autoridades envolvidas.

Nesta terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.

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