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Brasil tenta escapar dos efeitos da nova escassez mundial de semicondutores
Publicado 28/10/2025 • 20:57 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 28/10/2025 • 20:57 | Atualizado há 7 meses
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Pixabay.
Alckmin atua para blindar o Brasil dos efeitos da nova crise global de semicondutores.
Após novas ameaças de interrupção no fornecimento global de semicondutores, o vice-presidente e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, atuou para tentar afastar o Brasil dos impactos diretos da crise internacional de chips. Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial da pasta, Uallace Moreira, Alckmin realizou contatos telefônicos tanto com o embaixador chinês no Brasil quanto com o embaixador brasileiro na China, buscando garantir que o país não seja afetado pelas restrições.
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De acordo com Uallace, “Alckmin já se comprometeu, inclusive já ligou para o embaixador chinês aqui no Brasil para poder fazer o início da negociação das conversas e ao mesmo tempo já ligou para o embaixador brasileiro na China para excetuar o Brasil nessa crise de caráter geopolítico que não tem nada a ver com absolutamente nada do Brasil”, afirmou o secretário.
A preocupação do setor industrial se intensificou depois de restrições impostas à Nexperia, fabricante de chips chinesa que teve seu controle assumido pelo governo holandês no fim do mês passado. Em resposta a uma disputa sobre propriedade intelectual, a China bloqueou exportações desses semicondutores, agravando a instabilidade. A Nexperia responde por 40% do fornecimento global de chips usados em veículos flex, o que eleva o risco para a cadeia automotiva brasileira.
Segundo Uallace, a crise tem origem em disputas internacionais e pode comprometer o abastecimento do setor automotivo nacional, que representa 20% da indústria de transformação e emprega, direta e indiretamente, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores, além de gerar 130 mil postos diretos. O secretário ressaltou: “Tem uma prioridade total por parte do vice-presidente”.

O governo brasileiro, segundo o secretário, se dispôs a adquirir os chips exclusivamente para atender ao mercado interno e a garantir a rastreabilidade dessas compras, sem destinar os componentes para exportação. “O Brasil se compromete nesse sentido a ter a compra do chip para a oferta do mercado interno, sem interesse nenhum em exportar para outros mercados. Ou seja, o Brasil se compromete em assumir a rastreabilidade da compra desse chip e isso é fácil de ser feito”, disse Uallace.
Entidades do setor, como a Anfavea, alertam que a crise pode impactar a produção de veículos leves, pesados e máquinas nas próximas duas a três semanas. O presidente da associação, Igor Calvet, avalia que uma interlocução direta do governo brasileiro com a China pode ser decisiva para evitar a escassez.
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