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Caiado fala em resgatar protagonismo do Itamaraty e afastar ideologia da política externa
Publicado 28/07/2026 • 18:32 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/07/2026 • 18:32 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Isac Nóbrega/PR
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (28) que pretende devolver protagonismo ao Itamaraty e reduzir a influência ideológica sobre a política externa brasileira caso seja eleito.
O ex-governador de Goiás defendeu que diplomatas e técnicos voltem a conduzir a preparação das negociações internacionais, deixando os encontros entre presidentes para a etapa final dos acordos.
Caiado afirmou que a chancelaria brasileira “passou a ser um braço ideológico do PT” e prometeu recuperar o prestígio do corpo diplomático. Segundo ele, o Itamaraty já foi uma referência em organismos internacionais e precisa voltar a ocupar uma posição de respeito.
O candidato também defendeu o resgate da “liturgia do cargo” na Presidência. Na avaliação dele, divergências políticas ou ideológicas não justificam ataques pessoais entre chefes de Estado.
“Você não pode ridicularizar conversas, baixando o patamar da discussão”, afirmou, em sabatina promovida pelo Correio Braziliense.
A candidatura de Caiado foi oficializada pelo PSD no domingo (26), durante convenção nacional da legenda. O partido também confirmou Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
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As declarações ocorreram após a passagem do presidente argentino, Javier Milei, pelo Brasil para participar do lançamento da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
Durante a visita, Milei atacou o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O episódio ampliou as tensões diplomáticas entre os dois países.
Caiado classificou a atuação de Milei como um “escândalo”, mas também criticou a condução das relações internacionais pelo governo brasileiro. Para ele, a Presidência exige uma postura compatível com a representação de toda a população.
“Não se governa na esculhambação”, afirmou o candidato.
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Siga o Times | CNBCSegundo Caiado, o chefe do Executivo deve preservar o diálogo mesmo diante de governos ideologicamente distintos. A diplomacia, na visão dele, não pode ser subordinada a afinidades partidárias ou pessoais.
Caiado vinculou a condução da política externa à capacidade do país de abrir mercados, atrair investimentos e proteger empresas brasileiras.
Ele citou dificuldades recentes nas relações comerciais com Estados Unidos, União Europeia, China, México e Paraguai. Na avaliação do candidato, o custo dos conflitos internacionais acaba sendo absorvido por produtores, indústrias, exportadores e trabalhadores.
O Brasil enfrenta novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e um ambiente de maior tensão comercial. Ao mesmo tempo, as relações com a Argentina, um dos principais parceiros do país no Mercosul, foram afetadas pelas declarações de Milei durante sua visita ao Brasil.
Caiado afirmou que pretende fortalecer o corpo diplomático para que negociações técnicas antecedam as conversas presidenciais. O objetivo, segundo ele, seria impedir que diferenças políticas interrompam acordos econômicos ou prejudiquem o acesso de produtos brasileiros a mercados externos.
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Ao tratar das vantagens que o Brasil pode oferecer em futuras parcerias, Caiado destacou as reservas de minerais críticos e terras raras, a disponibilidade de água doce e a produção de energia renovável.
Na avaliação do candidato, esses recursos podem ampliar o poder de negociação do país em áreas como transição energética, produção de equipamentos tecnológicos e segurança das cadeias globais de suprimentos.
“Temos como negociar, fazer parcerias, acordos internacionais e buscar tecnologia. O Brasil precisa parar de vender apenas matéria-prima”, afirmou.
Caiado também defendeu que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de commodities e avance na agregação de valor. Isso envolveria atrair investimentos para processar matérias-primas no país e desenvolver tecnologias associadas aos recursos naturais brasileiros.
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