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Publicado 01/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
5 pontos para entender a rejeição de Messias ao STF
A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal marcou um dos episódios mais relevantes da política recente. A votação no Senado surpreendeu aliados do governo e abriu um novo cenário de incerteza sobre futuras indicações à corte.
O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver articulações políticas intensas, envolvendo David Alcolumbre, além de indicação do presidente Lula há poucos meses das eleições presidenciais.
Na última quarta-feira (29), o Senado Federal votou a indicação de Jorge Messias e decidiu rejeitar a indicação de Lula por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado contrariou a expectativa de parte do governo, que projetava apoio maior pouco antes da votação.
Além disso, o placar mostrou uma articulação consistente da oposição e de senadores independentes contra a indicação. A decisão contrária pegou a política brasileira de surpresa devido ao histórico de aprovações das indicações do Presidente da República.
Para aprovar um nome ao STF, o indicado precisa alcançar maioria absoluta no Senado. Isso significa, na prática, ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. Como Messias ficou abaixo desse número, apenas 34, a indicação foi automaticamente rejeitada.
A decisão chamou atenção porque rompeu um longo histórico de aprovações. A rejeição do advogado marcou a primeira vez que o Senado negou um indicado ao STF desde 1894, ou seja, após mais de 130 anos.
Esse dado reforça o peso político da votação e mostra o grau de tensão entre Executivo e Legislativo no episódio. Como citado, a negativa por parte do Senado também pode ser considerada uma derrota para Lula.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel relevante. Ele demonstrou resistência ao nome indicado pelo presidente Lula e defendia outra alternativa, como o senador Rodrigo Pacheco.
Além disso, relatos indicam que Alcolumbre não participou de articulações tradicionais de apoio e contribuiu para consolidar votos contrários. Com isso, o ambiente político ficou ainda mais desfavorável à aprovação.
Leia também: Quem são os protagonistas da derrota histórica de Lula com Messias
Com a rejeição do advogado, o processo volta ao início. O presidente Lula terá de escolher um novo candidato para a vaga no STF deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Entretanto, vale destacar que essa rejeição também serve como um indício para a próxima indicação do presidente.
Com isso, a negativa de Jorge Messias deve pressionar Lula a indicar um novo nome que tenha a aprovação do Senado. Caso contrário, é possível que aconteça uma nova rejeição por parte dos senadores.
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