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Quem são os protagonistas da derrota histórica de Lula com Messias
Publicado 30/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Wilton Junior/Estadão
Quem são os protagonistas da derrota histórica de Lula com Messias
O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado não foi um movimento isolado, mas o desfecho de uma articulação política complexa, marcada por disputas entre Executivo e Legislativo.
O episódio expõe uma série de protagonistas que, em diferentes etapas, influenciaram diretamente o desfecho. Por consequência, resultaram na primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de um século, desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.
Leia também: Senado impõe derrota histórica a Lula e rejeita indicado ao STF: “Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, diz Messias
No centro da decisão está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi ele quem indicou Jorge Messias para a vaga no Supremo, em um movimento que buscava consolidar uma escolha técnica com respaldo político dentro da base governista.
No entanto, o que era para ser uma indicação de estabilidade institucional acabou se transformando em um teste de força do governo no Senado.
O processo expôs dificuldades de articulação política do Planalto em garantir maioria sólida para uma nomeação considerada estratégica.
Jorge Messias, advogado-geral da União, tornou-se o principal nome exposto ao escrutínio político do processo.
Durante a sabatina, adotou uma postura de defesa institucional, afirmando que o STF “não deve ser o Procon da política, mas também não deve ser omisso”, além de lamentar os ataques de 8 de janeiro.
Apesar do discurso equilibrado, sua indicação passou a enfrentar resistência no Senado e entrou em negociações políticas mais amplas que ultrapassaram sua atuação individual.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aparece como mais uma peça central na engrenagem do processo.
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Siga o Times | CNBCNesse contexto, coube a ele definir o ritmo da tramitação da indicação, incluindo o agendamento e os adiamentos da sabatina, em meio a pressões políticas e cobranças do governo.
Além disso, esse papel reforçou sua posição como um dos principais mediadores entre Executivo e Legislativo. Ele também influenciou diretamente o ambiente político em que a votação ocorreu.
O plenário do Senado Federal se consolidou como o protagonista institucional da derrota. A votação, que terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, evidenciou um ambiente de divisão política e resistência à indicação do governo.
Mesmo após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias não conseguiu apoio suficiente no plenário e, por isso, acabou reforçando o papel do Senado como filtro decisivo das indicações ao STF.
No entorno do processo, a articulação política do governo também aparece como elemento central. Nesse contexto, a condução da base no Congresso enfrentou dificuldades para unificar apoios. Também houve resistência dentro do próprio Senado.
Esse cenário ampliou a percepção de fragilidade na capacidade de negociação do Planalto em votações de alta complexidade política.
Leia também: STF diz respeitar decisão do Senado sobre rejeição de Messias
A derrota de Jorge Messias ao STF não pode ser atribuída a um único fator ou apenas um protagonista central.
Nesse contexto, ela resulta da interação entre diferentes personagens: Lula, responsável pela indicação; Messias, no centro da sabatina; Davi Alcolumbre, na condução do processo no Senado; e, por fim, os senadores, que definiram o resultado em plenário.
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