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Apesar de juros altos, CNI projeta crescimento de 1,8% do PIB do Brasil no próximo ano
Publicado 10/12/2025 • 12:36 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 10/12/2025 • 12:36 | Atualizado há 8 meses
Ipea divulga projeções para PIB e indústria.
O Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) deve crescer 1,8% em 2026, de acordo com o relatório Economia Brasileira 2025-2026, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o reporte, o avanço será liderado pelo setor de serviços, com alta estimada de 1,9%, enquanto a indústria deve crescer 1,1% e a agropecuária permanecer praticamente estável.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a combinação de juros elevados e enfraquecimento do mercado de trabalho segue como principal fator de desaceleração da atividade econômica.
A CNI projeta que a taxa Selic terminará 2026 em 12%, com inflação de 4,1%. Os juros reais, estimados em 7,9%, ainda devem restringir o investimento e o crédito. A indústria de transformação será a mais afetada, com previsão de crescimento de apenas 0,5%, o pior desempenho entre os segmentos industriais.
Apesar do cenário desafiador, o setor de construção deve avançar 2,5% em 2026. Entre os fatores que devem impulsionar o setor estão o novo modelo de crédito imobiliário, o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo SFH e novas linhas de financiamento para reforma de moradias de baixa renda.
A indústria extrativa deve crescer 1,6%, acompanhando o elevado nível de produção de petróleo e minério de ferro.
Mesmo com a desaceleração do mercado de trabalho, que deve registrar taxa de desemprego de 5,6% no fim de 2026, o setor de serviços continuará sendo o principal impulsionador da economia. A massa de rendimento real dos trabalhadores deve aumentar 3,4%, e investimentos em transformação digital devem manter o setor aquecido.
A CNI também projeta crescimento real de 4,6% nas despesas federais em 2026, estimulando a demanda interna. Segundo o relatório, mudanças no Imposto de Renda — como a isenção para salários até R$ 5 mil — podem ampliar o consumo das famílias.
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Siga o Times | CNBCAs exportações brasileiras devem totalizar US$ 355,5 bilhões em 2026, alta de 1,6% em relação a 2025, influenciadas pela menor safra agrícola e pela desaceleração de parceiros comerciais. As importações devem cair 1,4%, para US$ 289,3 bilhões. O superávit comercial projetado é de US$ 66,2 bilhões, quase 17% acima do registrado em 2025.
Para 2025, a CNI elevou a projeção de crescimento do PIB para 2,5%, sustentado principalmente pelo agronegócio, que deve crescer 9,6% diante de uma safra recorde. Os serviços devem avançar 2%, enquanto a indústria deve crescer 1,8%, com desaceleração mais intensa nos segmentos de transformação e construção.
A CNI projeta inflação de 4,5% em 2025, no teto da meta, e acredita que o Banco Central manterá a Selic em 15% na última reunião do ano. O ciclo de cortes deve começar somente em 2026. A entidade também estima um déficit primário de R$ 11 bilhões em 2025, equivalente a 0,1% do PIB, e dívida bruta de 78,9%.
As exportações brasileiras devem atingir US$ 350 bilhões em 2025, enquanto as importações devem somar US$ 293,4 bilhões, impulsionadas pela valorização do real e pelo aumento da renda das famílias. O saldo comercial deve ficar em US$ 56,7 bilhões, 14% abaixo do registrado em 2024.
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