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Atual crise no Golfo é pior que os choques do petróleo dos anos 70
Publicado 04/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O acirramento das tensões entre Estados Unidos e Irã já provocou um efeito negativo maior do que os choques do petróleo na década de 1970.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC – Carlos Braga, professor da Fundação Dom Cabral e ex-diretor do Banco Mundial, colocou os dados em perspectiva para analisar como as hostilidades e o bloqueio ao Estreito de Ormuz afetam a economia mundial.
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“Estamos falando de uma retirada da ordem de 13 milhões de barris por dia da produção mundial de petróleo. Se compararmos com os dois choques da década de 1970 combinados, eles significaram uma queda de 10 milhões de barris. Como se pode ver, este é um choque dramático e sem precedentes na estrutura de produção de energia no mundo”, apontou.
De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o avanço do PIB mundial deve cair de 2,8% para 2,1%. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma expansão ainda menor, de 2%.
O especialista explica que fazer projeções econômicas no momento é complicado, mas ressalta que a situação pode se tornar dramática caso a crise se estenda por mais de dois meses.
“Tudo vai depender da situação nos preços das commodities, particularmente petróleo e gás natural. Agora, se a gente for além dos próximos dois meses, certamente os cenários mais dramáticos podem se concretizar.”
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O maior gargalo causado pelo bloqueio naval realizado na região envolve a produção e o escoamento do óleo pelos países locais. Braga explica que Teerã está no limite de sua capacidade de armazenamento e, se a situação não for resolvida dentro de quatro semanas, os poços de petróleo do país terão que ser paralisados.
“O Irã já utilizou cerca de 55% a 60% de sua capacidade de estocagem. Se o bloqueio naval continuar pelas próximas quatro semanas, eles serão obrigados a fechar os poços produtivos. Isso tem um custo enorme para recuperar depois e trará um impacto ainda mais dramático para a economia mundial”, afirmou.
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