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CNBCTesla não atinge expectativas de lucro, apesar de superar previsões de receita

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EXCLUSIVO CNBC: AT&T acelera crescimento e está pronta para competir com a Starlink, diz CEO John Stankey

Publicado 22/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Companhia adicionou mais de 1 milhão de contas estratégicas no segundo trimestre, com 370 mil novos clientes de fibra e 430 mil de telefonia móvel pós-paga.
  • AT&T espera terminar o ano no limite superior das projeções para Ebitda e lucro por ação.
  • CEO John Stankey afirmou que a empresa não vê necessidade, neste momento, de firmar um acordo de atacado com a Starlink.

A AT&T acelerou o crescimento no segundo trimestre e passou a projetar resultados no limite superior das estimativas para o ano, apoiada pela expansão das operações de fibra e telefonia móvel.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da companhia, John Stankey, afirmou que os investimentos realizados nos últimos dois anos começaram a se refletir no aumento da base de clientes, da receita de serviços e do Ebitda.

“Foi um trimestre fantástico. Dissemos que nossa intenção neste ano era acelerar o crescimento, em grande parte porque temos investido agressivamente no negócio nos últimos dois anos”, afirmou.

A companhia adicionou mais de 1 milhão de contas consideradas estratégicas no período. O serviço de fibra registrou quase 370 mil novas adições, enquanto a operação móvel pós-paga ganhou 430 mil clientes.

Segundo Stankey, a AT&T não registrava um volume semelhante de novas contas havia cerca de três anos.

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AT&T eleva expectativa para resultados

O desempenho levou a empresa a revisar a posição dentro das faixas projetadas para o ano.

Stankey afirmou que a AT&T espera alcançar o limite superior das estimativas para Ebitda e lucro por ação.

O fortalecimento da geração de caixa também permitiu antecipar parte do programa de recompra de ações, aproveitando a queda dos papéis nos últimos meses.

“É uma ótima oportunidade de compra e pretendemos aproveitar parte da nossa forte posição de caixa para fazer isso”, disse.

CEO minimiza ameaça da Starlink

Questionado sobre a concorrência da Starlink, da SpaceX, Stankey afirmou que novos participantes enfrentam o desafio de competir com uma infraestrutura de telecomunicações construída ao longo de décadas.

Segundo o executivo, a AT&T combina redes de fibra e telefonia móvel e ampliou sua capacidade por meio de aquisições de espectro.

“Temos todas as peças de que precisamos para colocar o melhor produto no mercado”, afirmou.

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Stankey destacou que a infraestrutura das operadoras tradicionais está presente em hospitais, universidades, estádios e edifícios, locais em que os clientes esperam conectividade contínua.

“Haverá novos concorrentes, mas eles estão chegando muito tarde a uma indústria que já foi estabelecida. Precisam recuperar o atraso com investimentos substanciais em infraestrutura”, disse.

O CEO afirmou ainda que a empresa consegue administrar mais de 98% do tráfego gerado por clientes que utilizam conjuntamente os serviços móvel e de fibra.

Acordo com Starlink não é necessário agora

Stankey disse que a AT&T avalia acordos de atacado quando parceiros conseguem atender uma parcela do mercado que a companhia não alcançaria de forma eficiente sozinha.

No caso da conectividade por satélite, porém, o executivo afirmou não enxergar essa necessidade neste momento.

“Não sinto necessidade agora de um parceiro de satélite como veículo de distribuição, porque não acredito que ele atenda uma parte do mercado que não possamos alcançar sozinhos”, disse.

A declaração não elimina futuras parcerias. A AT&T criou uma joint venture com T-Mobile e Verizon para negociar coletivamente serviços de constelações de satélites.

A estrutura poderá contratar capacidade de diferentes fornecedores, incluindo a Starlink, o projeto de satélites da Amazon e a AST SpaceMobile.

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Operadoras buscam cobertura fora das redes terrestres

Segundo Stankey, o objetivo da parceria entre as operadoras é atender os momentos em que consumidores ficam fora da cobertura das redes tradicionais.

Essa parcela representa uma fatia pequena do tráfego total, mas exige uma solução complementar para áreas remotas.

“Queremos trabalhar com todos no ecossistema de satélites”, afirmou.

Para o CEO, a contratação conjunta permitirá agregar demanda, reduzir custos e tornar o acesso ao serviço mais simples para os consumidores.

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